O reconhecimento da República Popular da China ao status sanitário do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação representa um avanço importante para a pecuária nacional e deve fortalecer ainda mais as exportações de carne bovina para o mercado asiático. Para Mato Grosso, maior exportador da proteína no país, a decisão amplia perspectivas de negócios e reforça a credibilidade sanitária da produção brasileira.
De acordo com aFederação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), o reconhecimento tende a gerar impactos positivos para a cadeia pecuária, ampliando o acesso a mercados de maior valor agregado e fortalecendo a imagem da carne bovina brasileira no exterior.
Relação comercial com a China ganha força
O avanço ocorre pouco mais de um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer oficialmente o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. Com a validação chinesa, a expectativa é de fortalecimento das relações comerciais entre o principal comprador da carne mato-grossense e o maior estado exportador do país.
Dados compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que a China segue como principal destino da carne bovina produzida em Mato Grosso. Apenas no primeiro quadrimestre de 2026, foram embarcadas 47,76 mil toneladas da proteína para o país asiático.
Mercado estratégico para a pecuária
Os números de 2025 evidenciam a relevância do mercado chinês para a pecuária estadual. Ao longo do ano passado, Mato Grosso exportou 978 mil toneladas de carne bovina para 92 países, gerando receita próxima de US$ 4 bilhões.
Desse volume, mais da metade teve como destino a China, consolidando a importância do parceiro asiático para o desempenho das exportações do estado.
Segundo o Imea, esse resultado mantém Mato Grosso na liderança nacional das exportações de carne bovina, posição ocupada tanto em 2025 quanto neste ano.
Ganhos para toda a cadeia produtiva
Para o presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomasin, a consolidação da parceria comercial entre Mato Grosso e China tende a abrir novas oportunidades para o setor nos próximos anos.
“Além dos impactos diretos sobre as exportações, a medida reforça o posicionamento do estado como referência mundial na produção sustentável e segura de alimentos, agregando valor à carne produzida e contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento econômico em toda a cadeia pecuária”, destaca.
A avaliação do setor é de que o reconhecimento sanitário fortalece a competitividade da carne bovina brasileira no mercado internacional e cria condições para a ampliação de negócios em mercados cada vez mais exigentes quanto à qualidade e à segurança dos alimentos.
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