O mercado internacional do milho opera em trajetória de queda na manhã desta quinta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT), dando continuidade ao movimento de devolução dos ganhos registrados no início da semana. De acordo com o informativo diário da Granoeste Corretora, os contratos futuros sofreram perdas entre 7 e 8 pontos na sessão anterior. O vencimento de setembro abriu o dia cotado a U$ 4,30 por bushel, registrando um recuo adicional de 4 centavos.
A análise da Granoeste Corretora aponta que o cenário de pressão negativa é liderado por uma onda de vendas técnicas, associada à melhora do clima nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos, que receberam chuvas muito aguardadas. O retorno da umidade coincide com a entrada das primeiras lavouras norte-americanas na fase crítica de polinização, período em que temperaturas amenas e solo bem condicionado são decisivos para garantir o potencial de produtividade.
Paralelamente, os investidores ajustam suas posições para o relatório de oferta e demanda que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga nesta sexta-feira. A expectativa média do mercado é de que a safra dos EUA seja estimada em 405,6 milhões de toneladas, um volume ligeiramente inferior ao projetado em junho e distante do recorde histórico do ano passado, de 432,4 milhões de toneladas. Os estoques também devem sofrer cortes, recuando para 52,7 milhões de toneladas na temporada atual e para 47,0 milhões de toneladas no ciclo 2026/27. No front europeu, uma forte onda de calor forçou analistas a revisarem a safra do continente para baixo, com quebras de até 15%, reduzindo o potencial para a faixa de 53 a 54 milhões de toneladas.
Cenário Nacional: Safra chega aos armazéns e exportações ganham ritmo
No cenário brasileiro, o mercado físico do milho mantém um ritmo de negócios lento. A colheita da segunda safra avança rapidamente no campo, aumentando o fluxo de caminhões e o volume de cereal que chega para ser depositado nos armazéns das cooperativas e cerealistas. No mercado financeiro da B3, o vencimento de julho opera estável a R$ 64,90, enquanto o contrato de setembro sinaliza leve baixa, cotado a R$ 67,90. O câmbio trabalha sem grandes oscilações, sustentado na casa dos R$ 5,14.
Milho avança em MS com bom potencial e colheita chega a 2,8% da área
Preço do milho recua em Chicago mas acumula alta na semana
Apesar da calmaria nos negócios internos, o escoamento logístico rumo ao exterior começa a mostrar forte aceleração neste mês de julho. Projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) indicam que o Brasil deve embarcar cerca de 2,50 milhões de toneladas de milho ao longo de julho. O volume representa um salto expressivo frente às tímidas 440 mil toneladas despachadas em junho e supera as 2,43 milhões de toneladas registradas em julho do ano passado.
No balizamento de preços no balcão, as indicações de compra no oeste do Paraná abriram o dia variando entre R$ 58,00 e R$ 60,00 por saca. Já no porto de Paranaguá, as ofertas de compra se posicionam na faixa de R$ 65,00 a R$ 67,00 por saca, com variações decorrentes do local de carregamento do lote e das condições de prazo para pagamento.
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