O mercado futuro do milho opera em terreno positivo na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) na manhã desta quinta-feira, acompanhando o movimento de recuperação do complexo de grãos. De acordo com o boletim diário da Granoeste Corretora, o contrato com vencimento em setembro registrava valorização de 3 pontos, cotado a US$ 4,26 por bushel. No pregão anterior, o cereal já havia dado sinais de força, encerrando o dia com ganhos que oscilaram entre 6 e 8 centavos de dólar nos primeiros vencimentos.
A sustentação das cotações no ambiente internacional reflete uma reação técnica dos investidores institucionais. O levantamento da Granoeste Corretora aponta que o fator mais decisivo para o retorno das compras foram as posições de barganha, acionadas após os preços das posições mais curtas terem flertado com o suporte psicológico de US$ 4,00 por bushel no final de junho. Esse patamar atrativo estimulou os fundos a recomporem suas carteiras, surfando na esteira dos novos dados de estoques trimestrais, área semeada nos Estados Unidos e as incertezas climáticas do Meio-Oeste. A movimentação também é acelerada pelo ajuste de posições antes do fechamento antecipado das bolsas nesta sexta-feira, em razão do feriado do Dia da Independência norte-americana.
O comportamento do milho no mercado físico e futuro do Brasil
No cenário brasileiro, o mercado futuro do milho na B3 (antiga BMF) acompanha o fôlego externo e opera em leve alta. O vencimento para julho era negociado a R$ 65,25 (contra o fechamento anterior de R$ 64,90), enquanto o contrato de setembro trabalhava em R$ 68,55 (frente aos R$ 68,36 da sessão anterior). Esse repique nos contratos futuros oferece um fôlego para o mercado interno conter a recente pressão de baixa exercida pela sazonalidade produtiva.No mercado físico do interior, contudo, a realidade é ditada pelas colheitadeiras no campo. As informações técnicas da Granoeste Corretora indicam que, com o avanço consistente da colheita da safrinha, o volume de grãos disponíveis aumenta de forma gradual nas estruturas de armazenagem. Essa maior oferta deixa as indústrias e granjas compradoras em uma posição confortável para barganhar prazos e preços no balcão.
Nas praças físicas de comercialização, as indicações de compra no Oeste do Paraná flutuam na faixa entre R$ 58,00 e R$ 60,00 por saca. Já no porto de Paranaguá, as ofertas de compra para exportação se posicionam no intervalo de R$ 65,00 a R$ 67,00, variando de acordo com os prazos de pagamento contratados e a localização logística dos lotes no interior do estado. Complementando o quadro macroeconômico, o câmbio opera em queda nesta manhã, negociado na casa de R$ 5,16, vindo de um fechamento anterior de R$ 5,209, o que tende a tirar um pouco da competitividade nominal dos preços de exportação em reais.
