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Recuperação de áreas degradadas é destaque do Brasil na COP30

Brasil apresenta programas baseados em ciência, tecnologia e baixa emissão para acelerar a recuperação produtiva e fortalecer sistemas agrícolas resilientes em todos os biomas

Recuperação de áreas degradadas é destaque do Brasil na COP30
Brasil destaca Caminho Verde Brasil e Solo Vivo na COP30, mostrando avanços científicos e políticas de baixa emissão. Foto: Guilherme Martimon / Mapa
Foto do autor Francieli Galo
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, nesta quinta-feira (13), do painel “Recuperação e Conversão de Áreas Degradadas com Práticas Resilientes ao Clima”, promovido pelo Diálogo Agropolítico Brasil-Alemanha (APD) na AgriZone. O evento reuniu especialistas e contou com a presença do secretário de Desenvolvimento Rural do Mapa, Marcelo Fiadeiro. Além disso, o encontro reforçou a importância de estratégias que acelerem a restauração produtiva e fortaleçam sistemas agrícolas resilientes ao clima.

Durante a discussão, Fiadeiro destacou que delegações estrangeiras têm demonstrado surpresa positiva com os avanços do Brasil. Ele lembrou que o Plano ABC (2010–2020) cumpriu todas as metas e consolidou o país como referência em tecnologias sustentáveis. Já o programa ABC+ (2021–2030) amplia essas conquistas ao incorporar novas ferramentas de baixa emissão e ao aproximar pesquisa científica e políticas públicas.

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Segundo o secretário, os programas comprovam, na prática, que o Brasil produz em todos os biomas com alta eficiência. Por isso, muitos países consideram o modelo brasileiro um exemplo. “Somos uma vitrine para o mundo. Muitos não imaginam a dimensão da nossa estrutura científica e dos resultados que entregamos”, afirmou.

Caminho Verde Brasil e Solo Vivo impulsionam a restauração produtiva

Fiadeiro citou o Caminho Verde Brasil como o programa mais abrangente do Mapa. A iniciativa prevê recuperar até 40 milhões de hectares nos próximos 10 anos. Além disso, inclui regras como desmatamento zero, práticas sustentáveis e balanço anual de carbono a partir do terceiro ano. Dessa forma, o projeto demonstra que é possível ampliar a produção sem abrir mão da conservação. “Estamos mostrando ao mundo que isso é possível com ciência, eficiência e responsabilidade ambiental”, disse.

Outro ponto importante foi o Programa Solo Vivo, voltado à recuperação dos solos e ao aumento da produtividade. Ele também promove geração de renda, emprego e qualidade de vida nas comunidades rurais. Consequentemente, os resultados tendem a fortalecer a base produtiva do país.

O secretário ressaltou ainda a importância das parcerias com instituições alemãs, como o KfW, e organismos internacionais, como o IICA. Essas cooperações, segundo Fiadeiro, ampliam investimentos, impulsionam a assistência técnica e aceleram soluções de adaptação climática. Por outro lado, a troca de experiências tem se mostrado tão valiosa quanto o acesso às tecnologias. “Produzimos para alimentar um bilhão de pessoas e mostramos que isso é possível com sustentabilidade. O compartilhamento de conhecimento tem sido fundamental”, afirmou.

Ao finalizar sua participação, Fiadeiro reafirmou o compromisso do Mapa em fortalecer políticas públicas, ampliar capacitações e garantir que tecnologias sustentáveis cheguem aos produtores em todos os biomas. Assim, o país consolida seu papel como referência global em agricultura sustentável.

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