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Crédito rural avança 7% no Plano Safra e atinge R$ 354 bilhões até fevereiro

Dados do Mapa mostram mudança no perfil do financiamento rural, com instrumentos de mercado ganhando espaço no Plano Safra.

Crédito rural avança 7% no Plano Safra e atinge R$ 354 bilhões até fevereiro
Foto do autor Francieli Galo
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O crédito rural empresarial segue em ritmo de crescimento no Plano Safra 2025/2026. Entre julho de 2025 e fevereiro deste ano, os financiamentos contratados somaram R$ 354,4 bilhões, alta de 7% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando o volume chegou a R$ 330,8 bilhões. Os dados são do Boletim de Crédito Rural do Ministério da Agricultura e Pecuária, com base nas operações registradas no Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.

Do total contratado, R$ 342,9 bilhões já foram efetivamente liberados aos produtores, avanço de 4% na comparação anual. O movimento foi puxado principalmente pela forte expansão das Cédulas de Produto Rural (CPR) e pelo aumento das operações ligadas à industrialização. Juntos, esses dois segmentos ajudaram a compensar a retração observada nas linhas tradicionais de financiamento.

As CPRs lideraram o crescimento, com contratações que chegaram a R$ 163,4 bilhões, salto de 39% frente à safra passada. Como boa parte desses recursos acaba sendo usada para custeio da produção, quando somadas às operações tradicionais dessa finalidade o volume destinado à safra chega a R$ 269,8 bilhões, aumento de 12%. A industrialização também ganhou espaço, com contratações de R$ 22,2 bilhões, crescimento de 56% no período.

Por outro lado, as linhas clássicas de financiamento perderam força. O custeio tradicional recuou 13%, somando R$ 106,4 bilhões, enquanto o investimento caiu 20%, para R$ 39,5 bilhões. A comercialização também registrou queda de 15%. Segundo a Secretaria de Política Agrícola do Mapa, o comportamento reflete a cautela dos produtores diante do cenário de juros elevados, ainda que o mercado trabalhe com expectativa de redução gradual da taxa Selic nos próximos anos.

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