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Milho cai com safra dos EUA e mercado travado

Mercado do milho segue pressionado pelo bom clima nos Estados Unidos e pela lentidão das negociações no Brasil

Milho cai com safra dos EUA e mercado travado
Safrinha começa a chegar ao mercado e negócios seguem travados.
Foto do autor Camilo Motter
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As cotações do milho voltaram a operar no campo negativo nesta quarta-feira (28) na Bolsa de Chicago, pressionadas pelo bom avanço do plantio nos Estados Unidos e pelas condições climáticas favoráveis nas áreas produtoras. Segundo análise da Granoeste Corretora, o contrato julho recuava 4 pontos na manhã de hoje, cotado a US$ 4,53 por bushel, após perdas entre 4 e 5 cents nos principais vencimentos no pregão anterior.

Na Bolsa Brasileira (B3), o vencimento julho operava em R$ 65,75 por saca, abaixo do fechamento anterior de R$ 66,15. Já o contrato setembro trabalhava em R$ 68,50, frente aos R$ 68,95 registrados na sessão passada.

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De acordo com a Granoeste Corretora, o mercado segue pressionado pelos mesmos fatores que afetam a soja, especialmente o bom andamento do plantio norte-americano e o clima favorável nas principais regiões de cultivo dos Estados Unidos. A queda nos preços do petróleo também contribui para limitar uma recuperação mais consistente das cotações.

Mesmo com exportações norte-americanas em níveis recordes, os preços seguem contidos diante da expectativa de uma safra robusta nos Estados Unidos. Os dados mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam que o plantio do milho atingiu 86% da área prevista. No mesmo período do ano passado, o índice também era de 86%, enquanto a média histórica é de 83%. Apenas na última semana, houve avanço de 10 pontos percentuais.

Mercado brasileiro segue travado

No Brasil, o início da colheita da segunda safra mantém o mercado em ritmo lento. Segundo a Granoeste, mesmo ainda abastecido por estoques remanescentes da safra velha, o mercado já sente o aumento gradual da oferta da safrinha.

Os produtores têm ampliado o volume ofertado, mas continuam firmando preços acima daqueles propostos pelos compradores. Com isso, o mercado permanece travado e com baixo volume de negócios.

No oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 58 e R$ 62 por saca. Em Paranaguá, os preços da safrinha giram entre R$ 65 e R$ 67 por saca, dependendo do prazo de pagamento e da localização dos lotes.

No câmbio, o dólar operava em leve alta nesta quarta-feira, cotado a R$ 5,03. Na sessão anterior, a moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 5,027.

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Editor RuralNews
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