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Plantio do tabaco começa e segue até novembro no Sul

Cronograma por regiões busca evitar plantio fora de época e melhorar produtividade das lavouras

Plantio do tabaco começa e segue até novembro no Sul
Calendário organiza o transplante das mudas de tabaco conforme condições climáticas das regiões do Sul do Brasil
Foto do autor Jair Reinaldo
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O calendário de plantio do tabaco no Sul do Brasil tem início neste começo de maio, estabelecendo um cronograma regional que se estende até novembro e orienta o transplante das mudas conforme as condições climáticas de cada área produtora.

Com ciclo médio de cerca de 180 dias, a cultura apresenta diferenças importantes entre regiões, o que exige planejamento específico. O cronograma, definido pelo Grupo de Trabalho Qualidade e Inovação do Fórum Nacional de Integração da Cadeia Produtiva do Tabaco (Foniagro), organiza o plantio das principais variedades — Virgínia, Burley e Comum — em diferentes períodos ao longo dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

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O calendário da variedade Virgínia começa neste início de maio nas regiões Centro-Sul do Rio Grande do Sul e no Litoral de Santa Catarina. Já o Burley inicia no mesmo período no Oeste e Sudoeste do Paraná, enquanto o tabaco Comum começa no Noroeste gaúcho e em áreas do Oeste catarinense. Ao longo dos meses seguintes, o plantio avança gradualmente para outras regiões, respeitando janelas específicas que consideram clima, solo e manejo.

No Paraná, há ainda uma particularidade para o tabaco Comum, com a possibilidade do chamado “plantio do cedo”, iniciado em abril e permitido até novembro em algumas regiões, o que exige atenção redobrada no manejo.

A definição do calendário busca conter o plantio fora de época, prática que pode trazer prejuízos à produção. Segundo o setor, o desrespeito às janelas recomendadas favorece a proliferação de pragas e doenças, além de comprometer a qualidade das folhas e a conservação do solo.

A orientação técnica reforça que o cumprimento do cronograma contribui diretamente para a eficiência produtiva. O manejo adequado do solo, aliado ao respeito às épocas de plantio, tende a elevar a produtividade e garantir melhor padrão do produto final.

Dentro do sistema produtivo, o cultivo do tabaco segue etapas bem definidas. O processo começa com a semeadura em bandejas, onde as mudas permanecem por cerca de 70 dias, antes de serem transplantadas para o campo. Após o desenvolvimento nas lavouras, as folhas passam por colheita gradual, cura, classificação e envio para a indústria.

O calendário também reforça o papel da assistência técnica no campo, que acompanha o produtor durante todo o ciclo produtivo, contribuindo para a adoção de boas práticas e para a sustentabilidade da atividade.

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