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Soja perde força em Chicago com avanço da safra dos EUA

Safra norte-americana em boas condições e queda do petróleo pressionam as cotações, enquanto prêmios e demanda industrial sustentam o mercado brasileiro

Soja perde força em Chicago com avanço da safra dos EUA
Mercado acompanha a evolução da safra dos Estados Unidos e os reflexos sobre os preços internacionais da soja.
Foto do autor Camilo Motter
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Segundo boletim divulgado pela Granoeste Corretora nesta terça-feira (17), o mercado da soja voltou a operar em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT) após a recuperação observada na sessão anterior. Durante a manhã, o contrato julho era negociado a US$ 11,09 por bushel, com queda de 10 centavos. Na segunda-feira, os ganhos ficaram entre quatro e cinco pontos.

De acordo com a Granoeste, a pressão sobre as cotações internacionais continua ligada principalmente ao bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas e à queda dos preços do petróleo, fatores que reduzem o suporte ao mercado.

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O mais recente levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta que 66% das áreas cultivadas com soja estão classificadas entre boas e excelentes, enquanto 28% são consideradas regulares e apenas 6% estão em condições ruins ou muito ruins. O resultado representa melhora de um ponto percentual em relação à semana anterior e mantém os índices acima da importante marca de 60%.

Apesar da leve evolução semanal, os números seguem próximos aos registrados no mesmo período do ano passado, quando 68% das lavouras eram avaliadas como boas ou excelentes, 27% como regulares e 5% como ruins ou muito ruins.

Mercado brasileiro segue lento, mas prêmios limitam perdas

No Brasil, a comercialização continua em ritmo reduzido, com negócios ocorrendo apenas de forma pontual. Conforme destaca a Granoeste Corretora, parte das perdas registradas em Chicago foi compensada pelo avanço dos prêmios de exportação e pelo comportamento do câmbio.

A moeda norte-americana, que recentemente chegou a se aproximar de R$ 5,20, voltou a recuar e opera na faixa de R$ 5,05, influenciando a formação dos preços internos.

Os prêmios são indicados entre 85 e 100 centavos de dólar por bushel para negócios no mercado spot. Para agosto, variam entre 95 e 110 centavos, enquanto para setembro os valores ficam entre 110 e 130 centavos.

No Oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 121,00 e R$ 123,00 por saca. Já em Paranaguá, os valores estão na faixa de R$ 131,00 a R$ 133,00 por saca, dependendo das condições de pagamento, do período de embarque e da localização dos lotes.

Outro fator destacado pela Granoeste é a atuação mais ativa das indústrias, que em determinados momentos chegam a oferecer oportunidades de negociação acima dos preços de paridade internacional, contribuindo para dar sustentação ao mercado doméstico.

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