A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão na segunda semana de junho de 2026. O resultado foi alcançado com exportações de US$ 8,4 bilhões e importações de US$ 7 bilhões, totalizando uma corrente de comércio de US$ 15,4 bilhões, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
No acumulado do mês, as exportações somam US$ 16,4 bilhões, enquanto as importações alcançam US$ 11,7 bilhões. Com isso, o saldo comercial positivo chega a US$ 4,7 bilhões e a corrente de comércio atinge US$ 28,1 bilhões.
No acumulado de 2026, o Brasil já exportou US$ 165 bilhões e importou US$ 127,6 bilhões, resultando em um superávit de US$ 37,3 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 292,6 bilhões.
Agro lidera avanço das exportações
Entre os setores exportadores, a agropecuária apresentou crescimento expressivo. Na comparação entre a média diária registrada até a segunda semana de junho de 2026 e o mesmo período de junho de 2025, o setor registrou aumento de US$ 93,62 milhões por dia, equivalente a uma alta de 27,1%.
A indústria extrativa também teve desempenho positivo, com crescimento de 42,7%, enquanto a indústria de transformação avançou 17,4% no mesmo comparativo.
Os números mostram que o agronegócio segue desempenhando papel relevante no comércio exterior brasileiro, contribuindo para a expansão das exportações e para a manutenção do saldo positivo da balança comercial.
Importações também avançam
Do lado das importações, a agropecuária registrou crescimento de 3,6% na média diária em relação ao mesmo período do ano passado. Já a indústria extrativa avançou 13,4% e a indústria de transformação teve alta de 12,4%.
Considerando todos os setores, as importações cresceram 12,3% na comparação entre a média diária registrada até a segunda semana de junho deste ano e a observada em junho de 2025.
Com isso, a corrente de comércio apresentou crescimento de 19,5% no período, refletindo o aumento das transações comerciais brasileiras com o mercado internacional.