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Soja sobe em Chicago com demanda chinesa e clima

Mercado internacional da soja volta a ganhar força com demanda chinesa e monitoramento do clima nos Estados Unidos

Soja sobe em Chicago com demanda chinesa e clima
Interesse chinês pela soja dos Estados Unidos e preocupações climáticas sustentam alta das cotações.
Foto do autor Camilo Motter
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Segundo boletim divulgado pela Granoeste Corretora, o mercado da soja registrou uma forte reversão na Bolsa de Chicago (CBOT) durante o pregão de terça-feira. Após operar com perdas de até 10 pontos antes do intervalo, os contratos passaram a avançar entre 10 e 15 centavos de dólar por bushel na reabertura das negociações e encerraram o dia com ganhos entre 10 e 11 pontos.

Na manhã desta quarta-feira, o movimento positivo continuava. O contrato com vencimento em julho era negociado a US$ 11,38 por bushel, com valorização de 8 centavos.

China volta ao radar e clima preocupa operadores

De acordo com a Granoeste Corretora, o principal fator por trás da recuperação dos preços é o retorno do interesse chinês pela soja norte-americana. Empresas estatais do país asiático passaram a consultar aquisições para embarques a partir de setembro, período em que a nova safra dos Estados Unidos chega ao mercado.

Atualmente, para embarques entre setembro e outubro, os prêmios da soja norte-americana apresentam vantagem competitiva frente ao produto brasileiro, com diferença estimada entre 20 e 30 centavos de dólar por bushel.

Outro ponto acompanhado pelos investidores é a previsão climática para o Meio-Oeste dos Estados Unidos. Modelos meteorológicos indicam possibilidade de redução das chuvas durante julho e agosto, período considerado decisivo para o enchimento e formação dos grãos.

Mercado acompanha cenário brasileiro

Além das condições climáticas nos Estados Unidos, os agentes também voltam a monitorar o cenário brasileiro. Conforme destacado pela Granoeste Corretora, as projeções apontam para um possível atraso no retorno das chuvas, especialmente na região Centro-Oeste, o que poderia resultar em plantio mais tardio da safra 2026/27.

No comércio exterior, os embarques brasileiros seguem em ritmo forte. A programação de navios indica exportações superiores a 15,5 milhões de toneladas em junho. Para comparação, o Brasil embarcou 14,8 milhões de toneladas em maio e 13,4 milhões de toneladas em junho do ano passado.

Mercado interno segue cauteloso

A recuperação das cotações internacionais voltou a estimular expectativas de preços mais atrativos no mercado doméstico. Apesar disso, as negociações permanecem limitadas e ocorrem de forma pontual.

Com a retomada dos ganhos em Chicago, os prêmios nos portos perderam parte da valorização observada nas últimas semanas. As indicações para negócios imediatos variam entre 75 e 90 centavos de dólar por bushel. Para agosto, os valores estão entre 90 e 100 centavos, enquanto para setembro as indicações oscilam de 100 a 115 centavos.

No oeste do Paraná, as indicações de compra estão entre R$ 122,00 e R$ 124,00 por saca. Em Paranaguá, os preços variam de R$ 132,00 a R$ 134,00 por saca, dependendo dos prazos de pagamento, local de entrega e período de embarque.

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