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Milho recua após forte alta e mercado monitora exportações

Necessidade de embarcar 46 milhões de toneladas e avanço da safrinha influenciam as perspectivas do mercado brasileiro

Milho recua após forte alta e mercado monitora exportações
Mercado acompanha clima nos Estados Unidos e avanço da colheita da safrinha no Brasil.
Foto do autor Camilo Motter
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Os contratos futuros do milho voltaram a registrar queda na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quinta-feira, após a expressiva valorização observada na sessão anterior. Segundo análise da Granoeste Corretora, o contrato julho era negociado a US$ 4,18 por bushel durante a manhã, com recuo de 3 centavos.

Na quarta-feira, os primeiros vencimentos do cereal encerraram o pregão com ganhos entre 6 e 7 pontos, movimento que não teve continuidade nesta nova sessão.

Entre os fatores que seguem influenciando o mercado estão os reflexos do acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã, que contribuiu para a queda dos preços do petróleo e para a valorização do dólar. A moeda norte-americana também encontra suporte na manutenção das taxas de juros nos Estados Unidos e na recente redução dos juros no Brasil.

Clima nos EUA e exportações brasileiras ganham atenção

De acordo com a Granoeste Corretora, os agentes do mercado seguem atentos ao comportamento do clima nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos. Os meses de julho e agosto são considerados decisivos para a definição do potencial produtivo das lavouras norte-americanas.

No Brasil, a colheita da segunda safra avança e amplia a oferta do cereal. Mesmo diante desse cenário, vendedores seguem firmes em suas posições, enquanto compradores buscam oportunidades a preços mais baixos, mantendo o ritmo dos negócios bastante lento.

Outro ponto destacado pela corretora é a necessidade de o Brasil exportar aproximadamente 46 milhões de toneladas de milho nesta temporada. Esse cenário tende a aproximar os preços internos das referências internacionais, o que pode resultar em novas pressões sobre as cotações, embora os impactos variem conforme cada região produtora.

Mercado físico e câmbio

No mercado doméstico, as indicações de compra no oeste do Paraná variam entre R$ 57,00 e R$ 58,00 por saca. Em Paranaguá, os preços da safrinha estão entre R$ 62,00 e R$ 65,00 por saca, dependendo do prazo de pagamento e da localização dos lotes.

Na Bolsa Brasileira (B3), o contrato julho operava em R$ 63,95 por saca, praticamente estável em relação ao fechamento anterior. Já o vencimento setembro era negociado a R$ 67,20.

O câmbio também permanece no radar do mercado. O dólar opera em alta nesta quinta-feira, cotado a R$ 5,13, após encerrar a sessão anterior em R$ 5,109.

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