As cotações do milho seguem firmes em boa parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas Econômicas Avançadas (Cepea), sustentadas pela baixa liquidez no mercado spot. Enquanto os vendedores priorizam as atividades de campo, os compradores permanecem retraídos, à espera do avanço da colheita da segunda safra e do consequente aumento da oferta física do cereal. As altas nas cotações internacionais também dão suporte aos preços domésticos.
Retração da oferta e preferência pela soja
Embora fossem esperados recuos nos preços para este período de colheita, as condições climáticas reduziram momentaneamente a oferta disponível. Os trabalhos de campo seguem em linha com o ritmo registrado no ano anterior, mas o percentual colhido está inferior à média das últimas cinco safras.
Além disso, as altas recentes nos preços da soja levaram parte dos agricultores a dar preferência aos negócios com a oleaginosa. Com isso, os produtores rurais optam por estocar o milho e aguardar momentos mais favoráveis para a comercialização do cereal.
Clima e perspectivas para as próximas semanas
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Para as próximas semanas, as previsões de menor volume de chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste devem acelerar o ritmo das máquinas no campo. Com o avanço da colheita, os produtores conseguirão obter estimativas mais exatas sobre a produtividade real desta segunda safra.
Esse balanço consolidará os diferentes impactos climáticos regionais registrados ao longo do ciclo, que incluem perdas por geadas no Paraná, os efeitos da seca em Goiás e o desempenho das lavouras em Mato Grosso, onde as condições climáticas foram favoráveis ao desenvolvimento da safra.
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