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Milho recua em Chicago, mas mercado interno segue firme

Pressionado pela queda do petróleo e pelas incertezas externas, milho opera em baixa em Chicago, enquanto compradores mostram mais interesse no mercado brasileiro

Milho recua em Chicago, mas mercado interno segue firme
Milho recua em Chicago, mas maior interesse comprador mantém firmeza no mercado interno.
Foto do autor Camilo Motter
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O mercado do milho opera em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta quarta-feira, após ter encerrado a sessão anterior com valorização. O contrato maio recuava 2 pontos, cotado a US$ 4,60 por bushel, em um movimento de ajuste acompanhado pelos agentes do mercado internacional.

Segundo análise da Granoeste Corretora, a pressão externa está ligada, principalmente, à queda do petróleo, que influencia diretamente o humor dos mercados e tem sido impactada por informações de que os Estados Unidos buscam negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio.

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Apesar disso, o cenário ainda é considerado instável. O mercado segue cercado de incertezas, com fatores geopolíticos e macroeconômicos capazes de alterar rapidamente a direção dos preços nos próximos pregões.

Na B3 (BMF), o milho também opera com leves oscilações. O contrato maio era negociado a R$ 71,80, abaixo do fechamento anterior de R$ 71,91, enquanto a posição junho permanecia em R$ 71,00.

Mercado interno mostra maior firmeza nas negociações

No Brasil, o mercado doméstico segue mais firme, com compradores demonstrando maior interesse por lotes, o que ajuda a sustentar as cotações em algumas regiões.

Esse movimento ocorre em meio a um cenário climático ainda irregular em importantes áreas produtoras, especialmente no Paraná, onde as condições seguem no radar do setor e podem influenciar o desenvolvimento da segunda safra.

No oeste do Paraná, as indicações de compra giram entre R$ 62,00 e R$ 64,00 por saca. Já em Paranaguá, para a safrinha, os preços são indicados entre R$ 68,00 e R$ 70,00, variando conforme o prazo de pagamento. No interior, os valores também oscilam de acordo com a localização do lote.

A combinação entre maior interesse comprador e preocupação com o clima mantém o mercado doméstico mais sustentado, mesmo diante da pressão observada no cenário externo.

Câmbio e petróleo seguem no radar do mercado

Além do comportamento de Chicago, o mercado também acompanha de perto o câmbio e a movimentação do petróleo, dois fatores que continuam influenciando a formação dos preços.

Nesta quarta-feira, o dólar operava em queda, na faixa de R$ 5,23, após ter encerrado a sessão anterior em R$ 5,254. A desvalorização da moeda norte-americana pode mexer com a competitividade do milho brasileiro, especialmente nas negociações voltadas à exportação.

Ao mesmo tempo, a retração do petróleo adiciona pressão ao mercado internacional, mas o ambiente segue volátil, já que qualquer mudança no cenário geopolítico pode alterar rapidamente a percepção dos investidores.

Dessa forma, o milho continua dividido entre a pressão externa e a sustentação interna, em um momento em que clima, câmbio e demanda doméstica seguem como os principais vetores para os preços.

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