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Milho reage em Chicago e busca recuperação após quedas

Mercado monitora clima nos Estados Unidos enquanto colheita da safrinha avança lentamente no Brasil

Milho reage em Chicago e busca recuperação após quedas
Cotações do milho avançam em Chicago diante das incertezas climáticas para a safra norte-americana.
Foto do autor Camilo Motter
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Segundo boletim divulgado pela Granoeste Corretora, o mercado do milho voltou a registrar ganhos na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira. No intervalo do pregão, o contrato com vencimento em julho era negociado a US$ 4,19 por bushel, com valorização de 5 pontos.

A recuperação ocorre após um período de forte pressão sobre as cotações. Desde o fim de maio, os contratos passaram de níveis próximos a US$ 5,00 para patamares ao redor de US$ 4,00 por bushel, acumulando perdas superiores a 15%. Na avaliação do mercado, os preços começam a encontrar uma zona de sustentação após a sequência de baixas.

Na Bolsa Brasileira (B3), o contrato de julho era negociado a R$ 63,95 por saca, praticamente estável em relação ao fechamento anterior. Já o vencimento de setembro avançava para R$ 67,15 por saca.

Clima volta a chamar atenção dos investidores

De acordo com a Granoeste Corretora, o mercado continua influenciado pelos desdobramentos do acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã e pelo bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas.

Apesar das condições favoráveis observadas até o momento, os investidores passaram a monitorar projeções climáticas para os próximos meses. Os mapas meteorológicos indicam a possibilidade de julho e agosto apresentarem menor volume de chuvas em importantes áreas produtoras dos Estados Unidos, cenário que poderia comprometer parte do potencial produtivo das lavouras.

A preocupação ganha relevância porque esse período é considerado decisivo para o desenvolvimento e enchimento dos grãos, etapa fundamental para a definição da produtividade da safra norte-americana.

Safrinha amplia oferta no Brasil

No Brasil, a colheita da segunda safra ainda está em fase inicial, mas tende a ganhar intensidade nas próximas semanas, aumentando a disponibilidade do cereal no mercado.

Segundo a Granoeste Corretora, os compradores seguem atentos às oportunidades de aquisição diante dos preços pressionados. Por outro lado, muitos produtores mantêm firmeza nas ofertas de venda, aguardando melhores condições de mercado. Esse comportamento tem limitado o volume de negociações e mantido o mercado doméstico relativamente lento.

Outro fator acompanhado pelos agentes é a diferença entre os preços internos e externos. Com as recentes quedas nas cotações internacionais, a paridade de exportação ficou mais distante em várias regiões produtoras. A expectativa é de que, ao longo dos próximos meses, os preços busquem maior equilíbrio entre os mercados interno e externo, embora esse movimento possa variar conforme a região.

Preços seguem regionais

No oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 57,00 e R$ 59,00 por saca. Em Paranaguá, os preços para a safrinha oscilam entre R$ 62,00 e R$ 65,00 por saca, dependendo das condições de pagamento, localização dos lotes e programação de entrega.

No mercado cambial, o dólar operava em queda nesta quarta-feira, cotado a R$ 5,07. Na sessão anterior, a moeda norte-americana havia encerrado os negócios a R$ 5,089.

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