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Senado avança em novo marco regulatório da pesca

Foto do autor Jair Reinaldo
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Senado avança em novo marco regulatório da pesca
Projeto aprovado na CMA propõe modernização da gestão pesqueira e combate à pesca ilegal no Brasil.

Texto aprovado na Comissão de Meio Ambiente prevê regras para rastreabilidade do pescado, fiscalização integrada e fortalecimento da atividade pesqueira

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou nesta terça-feira (12) o parecer favorável ao Projeto de Lei nº 4.789/2024, que cria um novo marco regulatório para a pesca brasileira. A proposta estabelece a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Pesca, com medidas voltadas à segurança jurídica, combate à pesca ilegal, rastreabilidade do pescado e fortalecimento econômico da cadeia produtiva.

O projeto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi relatado pelo senador Marcos Rogério (PL-RO). O texto prevê instrumentos permanentes de governança, monitoramento e fiscalização da atividade pesqueira, além de regras mais claras para acesso à atividade e elaboração de planos de gestão por pescarias.

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Segundo Marcos Rogério, a proposta representa um avanço estrutural para o setor pesqueiro brasileiro.

“Estamos construindo um marco moderno para a pesca nacional, que alia preservação ambiental, previsibilidade regulatória e desenvolvimento econômico. O setor precisa de regras claras, fiscalização eficiente e segurança jurídica para continuar gerando emprego, renda e abastecimento alimentar no país”, afirmou o senador.

O relator destacou ainda que o projeto fortalece mecanismos de controle e transparência, além de criar instrumentos permanentes de gestão baseados em critérios técnicos e científicos.

“O projeto combate a pesca ilegal, reduz a informalidade e organiza o setor de forma sustentável. Isso traz estabilidade para quem produz, processa e comercializa pescado, além de proteger os recursos naturais e garantir concorrência leal”, acrescentou.

Rastreabilidade e fiscalização

Entre os principais pontos do texto aprovado está a criação do Sistema Nacional de Gestão da Pesca (SNGP), além da implantação de regras de rastreabilidade do pescado e revisão periódica das normas de ordenamento da atividade.

A proposta também prevê mecanismos de prevenção à sobrepesca, fortalecimento da fiscalização em toda a cadeia produtiva e ampliação da participação de comunidades tradicionais e pescadores artesanais nas decisões do setor.

Outro eixo do projeto trata da proporcionalidade das penalidades administrativas e da destinação adequada do pescado capturado incidentalmente, buscando reduzir desperdícios.

Separação entre pesca e aquicultura

O texto ainda promove alterações na Lei nº 11.959/2009 para separar os marcos regulatórios da pesca e da aquicultura. A proposta estabelece regras específicas para a atividade aquícola, incluindo diretrizes próprias para licenciamento ambiental, manejo e desenvolvimento sustentável.

Autor do projeto, Alessandro Vieira afirmou que a legislação atual da pesca está fragmentada e não atende mais às necessidades do setor.

“O Brasil precisava de uma política moderna para a pesca, capaz de integrar sustentabilidade ambiental, inclusão social e desenvolvimento econômico. O texto foi construído com base em experiências internacionais bem-sucedidas”, declarou.

Segundo o senador, a proposta também fortalece a governança do setor ao ampliar a participação técnica e social nas decisões relacionadas à atividade pesqueira.

“A proposta valoriza quem vive da pesca, garante mais transparência ao mercado e fortalece a governança do setor com participação técnica e social”, afirmou.

De acordo com Marcos Rogério, a nova política pode ampliar a eficiência da cadeia produtiva, fortalecer economias regionais e alinhar o Brasil às práticas internacionais de gestão sustentável da pesca.

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Editor RuralNews
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