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Cesta básica sobe em todas as capitais em abril

Leite, carnes, tomate e pão francês estiveram entre os produtos que mais pressionaram o custo da cesta básica em abril
Cesta básica sobe em todas as capitais em abril
Pesquisa da Conab e do Dieese aponta avanço do custo dos alimentos em abril, com impacto de combustíveis, entressafra e oferta restrita de produtos básicos Foto: Conab / Divulgação
Foto do autor Jair Reinaldo
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O custo da cesta básica voltou a subir em abril nas 27 capitais brasileiras, segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O avanço dos preços foi influenciado principalmente pelo aumento nos custos logísticos, pela oferta mais restrita de alguns alimentos e pelos reflexos das tensões internacionais sobre os combustíveis.

De acordo com a análise da Conab, os impactos da guerra entre Irã e Estados Unidos sobre os preços dos combustíveis acabaram refletindo também nas operações de transporte e distribuição dos alimentos. Apesar disso, a intensidade do impacto varia conforme cada cadeia produtiva.



Entre março e abril deste ano, as maiores altas no custo da cesta básica foram registradas em Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%). São Paulo seguiu como a capital com a cesta mais cara do país, alcançando R$ 906,14, seguida por Cuiabá, com R$ 880,06, Rio de Janeiro, com R$ 879,03, e Florianópolis, com R$ 847,26.

Entre os produtos que mais pressionaram o orçamento do consumidor, o leite integral registrou alta em todas as capitais pesquisadas. Segundo a pesquisa, a redução da oferta de leite no campo durante a entressafra elevou os preços dos derivados lácteos no varejo.

A batata também apresentou aumento em todas as cidades do Centro-Sul acompanhadas pelo levantamento, reflexo da menor disponibilidade do produto devido ao encerramento da safra. O tomate teve alta em 25 capitais, com variações que chegaram a 25,58% em Fortaleza, influenciado pela redução da oferta durante o período de entressafra.

O feijão ficou mais caro em 26 das 27 capitais analisadas, com exceção de Belo Horizonte. A demanda mais aquecida sustentou as cotações tanto do feijão carioca quanto do feijão preto.

Outro item que registrou avanço foi o pão francês, cujo preço subiu em 22 capitais. O movimento acompanha a oferta mais restrita de trigo no mercado e a valorização das farinhas. As carnes bovinas de primeira também tiveram aumento em 22 cidades, sustentadas pela demanda aquecida e pela menor disponibilidade de animais prontos para abate.

Mesmo com o avanço da colheita, o arroz também apresentou elevação em 21 capitais. Segundo Conab e Dieese, muitos produtores reduziram o volume ofertado no mercado à espera de melhores preços, limitando a disponibilidade do produto.

Por outro lado, o café em pó registrou queda em 22 capitais. As retrações mais intensas ocorreram em Cuiabá (-4,56%) e Rio Branco (-3,80%). A proximidade da nova safra, o menor ritmo das exportações e as incertezas no mercado internacional contribuíram para a redução dos preços.

Na comparação entre abril de 2025 e abril de 2026, o custo da cesta básica acumulou alta em 18 capitais e queda em nove. Os maiores avanços foram observados em Cuiabá (9,99%), Salvador (7,14%) e Aracaju (6,79%). Já São Luís registrou a maior retração no período, com queda de 4,84%.

A pesquisa também apontou que arroz e açúcar acumularam redução de preços em todas as capitais nos últimos 12 meses. Café e manteiga apresentaram queda em 24 das 27 cidades analisadas.

A ampliação da pesquisa para as 27 capitais brasileiras ocorreu a partir da parceria entre Conab e Dieese, fortalecendo o monitoramento dos preços dos alimentos e as políticas de abastecimento e segurança alimentar no país.

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