Soja sobe em Chicago com foco no relatório do USDA
Boletim da Granoeste Corretora destaca valorização em Chicago, avanço do plantio nos EUA e ritmo da comercialização em Mato Grosso
O mercado da soja segue operando em alta na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (13), segundo análise divulgada pela Granoeste Corretora. No intervalo da manhã, o contrato julho avançava quatro pontos, cotado a US$ 12,17 por bushel, após os ganhos registrados também na sessão anterior.
De acordo com a Granoeste, a valorização do petróleo contribui para a sustentação das cotações da oleaginosa, em meio à falta de acordo entre Estados Unidos e Irã. Além disso, o mercado acompanha com expectativa uma possível retomada da demanda chinesa pela soja norte-americana.
Outro fator que movimenta os negócios é o posicionamento dos investidores antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para esta terça-feira. O documento marca o início das projeções da safra 2026/27 no país.
Segundo o boletim, o mercado espera aumento da produção norte-americana para cerca de 121 milhões de toneladas na nova temporada, acima das 116 milhões de toneladas colhidas na campanha anterior. A expectativa também é de estoques de passagem mais elevados para a próxima safra.
Por outro lado, os participantes do mercado aguardam redução dos estoques finais da atual temporada norte-americana, que se encerra em 31 de agosto, para aproximadamente 9,5 milhões de toneladas.
Brasil segue no radar do mercado global
A Granoeste Corretora destaca ainda que o mercado global trabalha com expectativa de leve aumento dos estoques mundiais de soja, tanto da safra atual quanto da próxima, variando entre 124,5 milhões e 126,5 milhões de toneladas.
No Brasil, o USDA também deve revisar positivamente a produção da safra 2025/26, com estimativas acima de 180 milhões de toneladas, reforçando o protagonismo brasileiro no mercado internacional da oleaginosa.
Em Mato Grosso, levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que 72,5% da safra atual já foi comercializada pelos produtores. Para a próxima temporada, o volume negociado antecipadamente chega a 13,5%.
Nos portos brasileiros, os prêmios seguem positivos. No mercado spot as indicações variam entre 15 e 25 centavos de dólar por bushel. Para junho, os prêmios ficam entre 20 e 35, enquanto para julho variam entre 35 e 50.
No mercado físico, as indicações de compra no oeste do Paraná giram entre R$ 120 e R$ 122 por saca. Já em Paranaguá, os valores variam entre R$ 130 e R$ 133, dependendo do prazo de pagamento, local de embarque e condições de negociação.
