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Mercado de fertilizantes segue aquecido e avança em setembro

Alta do consumo acompanha expansão da área de soja e maior competitividade de adubos menos concentrados

Mercado de fertilizantes segue aquecido e avança em setembro
Brasil supera 5 milhões t em entregas mensais de fertilizantes por três meses. Foto: Claudio Neves / Portos do Paraná
Foto do autor Francieli Galo
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As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro alcançaram 5,38 milhões de toneladas em setembro, o que representa um aumento de 11,3% frente ao mesmo mês de 2024, de acordo com a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda). Além disso, foi o terceiro mês consecutivo com volumes acima de 5 milhões de toneladas, confirmando o ritmo aquecido da demanda.

No acumulado entre janeiro e setembro, as entregas somaram 35,86 milhões de toneladas, resultado que indica um crescimento de 9,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Ou seja, os agricultores mantêm investimentos mesmo em um cenário de custos elevados.

Mato Grosso lidera o consumo no país

Mato Grosso segue como principal destino dos fertilizantes, com 8,08 milhões de toneladas, equivalentes a 22,5% do total nacional. Logo depois, aparecem Paraná e São Paulo, com 4,51 milhões e 3,74 milhões de toneladas, respectivamente. Esse movimento ocorre porque, à medida que a área de soja aumenta na safra 2025/26, cresce também a necessidade de insumos para garantir produtividade.

Além disso, produtores têm optado por adubos menos concentrados e de menor custo, o que implica maior volume movimentado.

Produção nacional cresce, mas dependência externa permanece

A produção brasileira de fertilizantes intermediários registrou 713 mil toneladas em setembro, um avanço de 6,3% na comparação anual. No entanto, mesmo com essa melhora, o país ainda depende do mercado externo. De janeiro a setembro, a produção chegou a 5,57 milhões de toneladas, o que representa aumento de 6,6%.

Enquanto isso, as importações também seguem em alta. Apenas em setembro foram 3,91 milhões de toneladas, mantendo crescimento de 7,4% sobre o ano anterior. No acumulado até setembro, entraram 31,49 milhões de toneladas, alta de 8,4%.

O Porto de Paranaguá, por sua vez, continua como principal ponto de entrada dos insumos no país. Somente no período de janeiro a setembro foram desembarcadas 8 milhões de toneladas, elevação de 9,9%. Dessa forma, o terminal respondeu por 25,5% de toda a movimentação registrada nos portos brasileiros.

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