O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), interceptou cerca de 320 ovos embrionados transportados sem a documentação sanitária exigida para ingresso no país. A apreensão ocorreu no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, durante uma ação de fiscalização realizada por auditores fiscais federais agropecuários.
De acordo com o Mapa, parte dos ovos estava acondicionada na bagagem de mão de um passageiro que desembarcou de Portugal. Segundo informações prestadas pelo próprio viajante, o material seria destinado à eclosão para formação de um plantel de galinhas da raça Serama em uma propriedade localizada em Minas Gerais, com objetivo de comercialização de aves ornamentais.
Risco sanitário exige controle rigoroso
A pasta destacou que a entrada irregular de ovos embrionados e outros produtos de origem animal representa um importante risco sanitário para o país. Sem o cumprimento das exigências legais, materiais desse tipo podem introduzir agentes causadores de doenças capazes de afetar a produção agropecuária nacional.
Entre as principais preocupações está a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), enfermidade de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e que apresenta elevado potencial de disseminação entre aves domésticas e silvestres. Além dos prejuízos econômicos à cadeia avícola, a doença também pode gerar impactos ambientais e riscos à saúde pública.
O cenário internacional mantém o alerta elevado, já que diversos países continuam registrando focos de influenza aviária em aves comerciais e silvestres, exigindo vigilância constante por parte das autoridades sanitárias.
Defesa agropecuária protege produção e exportações
O Ministério da Agricultura reforçou que a importação de animais, produtos e subprodutos de origem animal somente pode ocorrer mediante cumprimento das exigências sanitárias estabelecidas pela legislação brasileira. Entre os requisitos estão a apresentação de certificado sanitário emitido pela autoridade veterinária oficial do país de origem e, quando necessário, autorização prévia do governo brasileiro.
Segundo o Mapa, as ações permanentes do Vigiagro em aeroportos, portos e postos de fronteira são fundamentais para preservar o patrimônio agropecuário nacional, proteger a biodiversidade e garantir a manutenção do status sanitário brasileiro, fator considerado estratégico para a produção e exportação de alimentos.