Os preços da banana registraram queda na maioria das Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país durante maio. Os dados foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no 6º Boletim Hortigranjeiro do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) e mostram redução de 4,89% na média ponderada dos valores praticados no atacado em comparação com abril.
A maçã também manteve a trajetória de queda observada nos meses anteriores, encerrando maio com recuo de 5,53% na média ponderada. Já a alface apresentou desvalorização de 1,94% no período.
Banana tem oferta ampliada
Segundo a Conab, a redução nos preços da banana foi influenciada pelas boas condições de produção, especialmente da variedade nanica, que ampliaram a oferta e melhoraram a qualidade da fruta disponível no mercado.
Entre os destaques, a Ceasa de Campinas registrou queda de 13,27% nos preços médios em relação a abril. Fortaleza foi uma das exceções, com alta de 6% nas cotações, favorecida pelo bom escoamento da produção e pela demanda estável ao longo do mês.
Frutas apresentam comportamentos distintos
A melancia ficou mais barata em cerca de 70% das unidades atacadistas analisadas, embora tenha registrado aumento de 3,37% na média ponderada nacional. No Rio de Janeiro, os preços avançaram 72%, impulsionados pela comercialização de minimelancias, produto de maior valor agregado.
No caso da laranja, a média ponderada subiu 1,42% em relação a abril. O comportamento foi influenciado pelos estoques considerados adequados e pela redução da demanda externa. As maiores quedas ocorreram em São Paulo e São José, em Santa Catarina.
Entre as frutas avaliadas, o mamão apresentou a maior valorização do período, com alta de 7,49% na média ponderada. A redução da oferta da variedade formosa e o menor envio de frutas da Bahia e do Espírito Santo contribuíram para esse movimento.
Mercado de hortaliças
Entre as hortaliças, a alface teve queda de preços na maior parte das Ceasas monitoradas. A retração da demanda, comum durante o inverno devido ao menor consumo de folhosas, ajudou a pressionar as cotações. As maiores reduções foram observadas em Belo Horizonte, Vitória e Rio de Janeiro.
A cenoura apresentou estabilidade, com leve recuo de 0,63% na média ponderada. A expectativa é de aumento da oferta nos próximos meses com o avanço da safra de inverno, especialmente em Minas Gerais.
Já a cebola seguiu em valorização pelo terceiro mês consecutivo, acumulando alta de 12,53% em maio. A redução da oferta nacional, principalmente de Santa Catarina, foi apontada como principal fator para o avanço dos preços.
O tomate também registrou alta, com valorização média de 19,85%. Segundo a Conab, as temperaturas mais baixas nas regiões produtoras retardaram a maturação dos frutos, permitindo maior controle da oferta pelos produtores.
A maior elevação entre as hortaliças ficou com a batata. O produto registrou aumento de 57,95% na média ponderada das Ceasas, impulsionado pela menor oferta decorrente do encerramento da safra das águas e do início ainda lento da safra de inverno.
Exportações crescem em 2026
O boletim também aponta avanço das exportações brasileiras de frutas e hortaliças. Entre janeiro e maio de 2026, o volume embarcado alcançou 555,77 mil toneladas, crescimento de 14,1% em comparação com o mesmo período de 2025.
O faturamento das exportações chegou a US$ 663,4 milhões, com destaque para produtos como maçã, abacate, pêssego, melancia, manga e melão.
Além dos dados de mercado, a nova edição do Boletim Hortigranjeiro traz uma análise sobre os impactos das mudanças climáticas e do fenômeno El Niño nas cadeias de produção e abastecimento de frutas e hortaliças no Brasil, destacando possíveis reflexos para produtores e consumidores nos próximos meses.