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Lula confirma aumento da mistura de etanol e biodiesel

Governo deve aumentar mistura de etanol e biodiesel, fortalecendo o agro e a produção de biocombustíveis

Lula confirma aumento da mistura de etanol e biodiesel
Anúncio do governo sobre biocombustíveis reforça papel do agro na matriz energética Foto: Ricardo Stuckert / PR
Foto do autor Jair Reinaldo
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o governo federal deve elevar, ainda nesta semana, os percentuais de mistura de biocombustíveis no país. A proposta prevê o aumento do etanol na gasolina de 30% para 32% (E32) e do biodiesel no diesel de 15% para 16% (B16).

A declaração foi feita durante evento no Palácio do Planalto, em Brasília, no qual foram anunciadas medidas de crédito para aquisição de caminhões e ônibus. Segundo o presidente, a ampliação será gradual e reforça o papel do Brasil como referência global em combustíveis renováveis.

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“De um por cento em um por cento, a gente vai convencer o mundo de que, se alguém quiser investir em combustível renovável, não precisa gastar em pesquisa. Venha ao Brasil, que nós faremos transferência de tecnologia”, afirmou.

A sinalização foi bem recebida por representantes do setor de biocombustíveis, que destacam o potencial da medida para reduzir a dependência do país em relação ao diesel importado e fortalecer toda a cadeia produtiva nacional.

O presidente da APROBIO, Jerônimo Goergen, afirmou que o setor está preparado para atender à nova demanda. Segundo ele, o avanço nos percentuais agrega valor desde a produção agrícola até a indústria de biocombustíveis.

Já o presidente executivo da ABIOVE, André Nassar, destacou que o aumento da mistura de biodiesel pode ajudar a proteger o transportador brasileiro das oscilações no mercado internacional, especialmente em cenários de instabilidade geopolítica.

Além do impacto econômico, o setor também ressalta que a medida fortalece a posição do Brasil na transição energética global, ampliando o uso de fontes renováveis e reduzindo emissões. Há ainda expectativa de avanços futuros, com estudos em andamento para misturas mais elevadas, que podem chegar a até 25% de biodiesel.

A iniciativa reforça o protagonismo do agronegócio brasileiro na produção de energia limpa, com reflexos diretos na demanda por culturas como soja e milho, principais bases para a produção de biodiesel e etanol no país.

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