A colheita de café no Brasil voltou a ganhar tração neste início de julho de 2026, impulsionada pelo retorno do tempo firme e seco nas principais regiões produtoras. Apesar da melhora recente, as análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que o ritmo geral das atividades de campo continua abaixo da média observada nos anos anteriores para este mesmo período.
Esse atraso é um reflexo direto dos problemas acumulados ao longo de junho, quando frentes frias e chuvas atípicas interromperam as operações de colheita e secagem em diversas localidades. Diante disso, muitas praças cafeeiras ainda não conseguiram atingir a marca de 50% da área colhida. O cenário contrasta com o mesmo período da safra passada, quando a maior parte das regiões produtoras já havia superado metade do trabalho planejado.
Mesmo com as máquinas de volta ao campo nos últimos dias, o setor produtivo mantém o sinal de alerta ligado. A principal preocupação dos cafeicultores recai sobre a qualidade da bebida dos lotes que ficaram expostos à umidade excessiva em junho. Além disso, o mercado monitora de perto as oscilações de temperatura para o segundo semestre, já que o risco de calor extremo pode prejudicar as próximas floradas e o pegamento dos frutos.
