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Exportações de arroz do Brasil mantêm estabilidade no 3º trimestre

Senegal, Venezuela e Peru foram os principais destinos do produto brasileiro

Exportações de arroz do Brasil mantêm estabilidade no 3º trimestre
Exportações brasileiras de arroz se mantêm estáveis com missões internacionais e novos mercados. Foto: Canva
Foto do autor Francieli Galo
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O setor orizícola brasileiro manteve a estabilidade nas exportações durante o terceiro trimestre de 2025, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) com base no MDIC. De julho a setembro, o país exportou 464,2 mil toneladas de arroz (base casca), ligeiramente abaixo das 473,2 mil toneladas de 2024. Apesar da estabilidade em volume, a receita caiu 33,6%, alcançando US$ 126,2 milhões.

“O trimestre registrou baixa nos preços internacionais devido à postura mais agressiva de grandes exportadores como Índia, Tailândia e Vietnã. Ainda assim, conseguimos manter o volume embarcado”, explica Gustavo Trevisan, diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz.

Em termos de valor, os principais destinos foram Senegal, Venezuela e Peru. Além disso, 61,71% do total exportado corresponde a arroz beneficiado pela indústria.

Por outro lado, o Brasil importou 406,6 mil toneladas de arroz (base casca), com desembolso de US$ 112 milhões. Esse volume representa uma redução de 8,6%, enquanto o valor caiu 46,8% em comparação com o mesmo período de 2024. Vale destacar que 95,6% do arroz importado é beneficiado.

Ações internacionais reforçam expansão

Para ampliar a presença internacional, a Abiarroz intensificou as ações do projeto Brazilian Rice, em parceria com a ApexBrasil. Recentemente, representantes visitaram México e Nigéria, enquanto compradores mexicanos foram recebidos no Rio Grande do Sul.

“Essas missões ajudam a conhecer melhor os mercados, promover o arroz brasileiro e fortalecer parcerias estratégicas”, destaca Renato Franzner, presidente da Abiarroz.

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