Os produtores rurais que utilizam as linhas de financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) já podem consultar a nova relação de culturas contempladas com abatimentos em suas parcelas. O governo federal oficializou a lista atualizada de produtos amparados pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) no Diário Oficial da União. Os percentuais de desconto começam a valer a partir desta sexta-feira (10) e seguem vigentes até o dia 9 de agosto.
O benefício é concedido de forma automática aos agricultores quando o valor pago pelo mercado físico fica abaixo do preço de referência fixado pelo programa. Os cálculos e o monitoramento das praças de comercialização são de responsabilidade da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Culturas incluídas e excluídas do benefício
Neste novo ciclo, foram incorporados à lista de bonificações itens como o açaí produzido no Amapá (18,03%); arroz longo fino em casca no Tocantins (4,37%); banana em Goiás (14,73%); borracha natural cultivada também no Tocantins (2,05%); cana-de-açúcar no Piauí (4,08%); feijão-caupi nas lavouras do Pará (0,42%) e de Roraima (0,55%); leite na Bahia (2,18%) e no Ceará (0,87%); maracujá em Santa Catarina (14,63%); milho produzido no Tocantins (0,74%) e no Piauí (0,36%); além da raiz de mandioca no Paraná (2,28%) e em Santa Catarina (7,15%).
Por outro lado, o ganho em competitividade ou a recuperação de preços de mercado fez com que alguns alimentos deixassem a lista de auxílio neste mês. Ficaram de fora o alho paranaense; a batata e a uva em Santa Catarina; a borracha natural em Mato Grosso; a amêndoa de cacau no Pará e em Rondônia; o feijão tradicional no Rio Grande do Sul; o feijão-caupi no Amapá, na Bahia e em Pernambuco; a juta embonecada no Amazonas; e o mel de abelha em Alagoas.
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Maiores abatimentos do mês
Dentre as dezenas de culturas listadas na portaria, o cultivo de laranja lidera os índices de bônus, registrando os maiores descontos nas parcelas nos estados de Sergipe (80,63%), Pará (62,76%), Bahia (43,95%) e Rio Grande do Sul (41,83%).
Outros destaques com forte redução no custo do financiamento são o feijão-caupi comercializado em Mato Grosso (52,23%), Tocantins (47,38%) e Maranhão (45,04%); o alho cultivado em solo gaúcho (49,19%); a raiz de mandioca no Espírito Santo (47,92%); e o mel de abelha produzido em São Paulo (46,14%) e também no Rio Grande do Sul (41,77%).
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