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Semana é marcada por pressão negativa no mercado do boi gordo

Frigoríficos reduzem propostas de compra na segunda quinzena, enquanto mercado acompanha consumo doméstico, exportações para a China e oferta limitada de animais para abate

Semana é marcada por pressão negativa no mercado do boi gordo
Mercado do boi gordo registra pressão baixista em diversas regiões, mas oferta restrita de animais pode limitar quedas mais intensas nos próximos meses.
Foto do autor Fabiano Reis
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Como esperado, de certo modo, a primeira quinzena do mês veio com lateralização, redução no volume de negócios com o boi gordo e, também, das propostas feitas pela indústria frigorífica em diversas praças brasileiras. As alegações decorrem de possível redução no consumo doméstico, com o volume financeiro para as famílias reduzido neste período. Também, as atenções voltam para a cota da China estar próxima a ser batida e os frigoríficos buscarem testar preços mais baixos já na segunda quinzena.Em debate, trago minha contribuição nas questões levantadas na parte final do parágrafo de abertura. A primeira delas é a movimentação de mercado na segunda quinzena do mês. Há dois canais de informações importantes aqui, o mercado atacadista que alega ser menos demandado neste momento e, também, o mercado varejista, que está vendendo grandes volumes de carne bovina sem baixar o preço, mesmo com os valores das carnes de frango e suína estando em melhores condições, mais acessíveis financeiramente. E tudo bem. Ambas podem estar certas simultaneamente, mas é importante destacar que a primeira quinzena era marcada por forte demanda e as escalas industriais estavam mais baixas que agora.Também, volta a carga do tema cota da China. Parte do mercado está precificando um cenário de terror no terceiro trimestre do ano com a conclusão da cota. Por outro lado, não seria errado a compreensão de que as aquisições de bois para abate para entrega ao mercado chinês deve perdurar até o final de junho ou primeira quinzena de julho. Não menos relevante, neste contexto, a compra de “Boi China” retornaria entre o final de setembro e começo de outubro, para os carregamentos começarem a chegar no país asiático nos primeiros dias de janeiro de 2027. Outro ponto, é que mesmo no período na qual as aquisições de boi para produzir carne para a China, a oferta de animais para abate será pequena, sem participação de fêmeas e dentro das expectativas iniciais do ano de menor produção de carne bovina.O que temos no momento para a arroba do boi gordo? Pressão negativa na precificação em parte considerável das praças de produção pelo país, mesmo com escalas de abate pouco confortáveis para as plantas frigoríficas. Por outro lado, há resistência quantos aos valores mais baixos propostos. A tendência é de recuo, mas não seria impossível imaginar escassez de bois para abate nos próximos meses, fator que obrigaria precificação distinta.

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