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Crise no Mar Vermelho pode impactar exportações brasileiras de carnes e açúcar

Ataques dos rebeldes houthis a embarcações na região força mudança nas rotas marítimas globais, exercendo pressão sobre as taxas de frete dos navios

Crise no Mar Vermelho pode impactar exportações brasileiras de carnes e açúcar
Foto do autor Ronaldo Luiz
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A crise no Oriente Médio, em particular os ataques dos rebeldes houthis do Iêmen a embarcações no Mar Vermelho, está afetando as rotas marítimas globais, exercendo pressão sobre as taxas de frete dos navios, provocando atrasos e escassez de contêineres.

O cenário pode eventualmente afetar as exportações brasileiras do agronegócio para a região, com o principal impacto podendo ser sentido a partir de fevereiro, alerta Larry Carvalho, advogado especializado em logística, direito marítimo e agronegócio.

"Os maiores riscos são para nossas exportações de proteína animal, já que o Brasil é grande fornecedor de carne, em especial de frango, para a região, e também para o fluxo comercial de açúcar em contêineres", alerta.

O especialista explica que os ataques tiveram impacto direto no acesso ao Canal de Suez [Egito], ligação mais curta entre o Oriente Médio e a Europa, fazendo com que as companhias marítimas desviassem as embarcações, com destino ao velho continente e aos Estados Unidos para uma rota alternativa por meio da África Austral – mais longa e mais cara - ao exigir o contorno do Cabo da Boa Esperança.

“Os fretes de contêineres já estão mais caros, afetando todos os tipos de importados vindo da China. A situação pode piorar nas próximas duas, três semanas a depender de como ficar a questão operacional e o congestionamento dos portos da Europa, visto que 20% a 30% das cargas com destino ao Brasil provenientes da Ásia passam por esta rota."

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