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Boi gordo deve ter mais espaço para alta no 2º semestre

Foto do autor Fabiano Reis
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Boi gordo deve ter mais espaço para alta no 2º semestre
Demanda interna firme e exportações aquecidas sustentam perspectiva positiva para o boi gordo no segundo semestre

Mesmo com pressão recente da indústria, mercado indica mais oportunidades do que riscos para os preços da arroba nos próximos meses

Mercado da pecuária de bovina de corte, nesta semana, mais curta, por conta do feriado de Tiradentes na terça-feira, contou com um cenário para exercício de pressão da indústria frigorífica sobre os valores da arroba do boi gordo. O fator ocorreu no Estado de São Paulo, sudoeste de Goiás e sul de Mato Grosso do Sul.

As quedas, em geral, em torno de R$ 1 a R$ 2 por arroba, ocorreu após a semana, compreendida entre 13 e 17 de abril, quando houve uma forte comercialização de boiadas em São Paulo e Mato Grosso do Sul, claramente, mostrando que na praça paulista o pecuarista ficava ali satisfeito com a precificação entre R$ 365 e R$ 370 por arroba e também focado na observação de estação de outono e a necessidade de reduzir a lotação animal por hectare.

Afinal, os preços alcançados na última semana são os mais elevados, mesmo fazendo deflação de valores.Também não é distante as observações em torno das atividades da indústria frigorífica exportadora para a China, na aceleração das exportações de carne bovina, fato que também ocorre do outro lado do negócio, as empresas importadoras chinesas também buscam acelerar e ambos, fugirem da sobretaxa, após atingir a marca de 1,1 milhão de toneladas.

Aliás, o Departamento de Alfândega da China, informou na última quarta-feira, que o Brasil atingiu 46% da cota destinada nos três primeiros meses do ano, são 506 mil toneladas embarcadas e o mercado futuro do boi na B3 tem precificado um cenário de “terror” com preços abaixo do que aqueles praticados atualmente.

Eu digo isto pensando nos fatores de risco e oportunidade para quem termina boi gordo. Vamos lá, há o risco (ou confirmação) da completude da cota para a China e nenhum aditivo sendo implementado. Pelo ritmo do primeiro trimestre, talvez, a cota bata no final de junho ou começo de julho.

Nas oportunidades há diversos elementos que podem ser destacados. Entre eles, os estados da região Sul começarem a exportar para o Japão. Também, é inegável, que as carnes de frango e suína estão extremamente competitivas e a carne bovina não teve queda de preços no mercado doméstico, mesmo assim, o consumidor interno segue muito ativo. O mês de maio já começa com feriado e final de semana prolongado e conta com o Dia das Mães no segundo domingo do mês. No dia 11 de junho começa a Copa do Mundo e posso apostar, não na seleção da CBF, mas no consumo de carne bovina mais expressivo durante todo o período. Para encerrar, cito também as eleições 2026, a circulação de dinheiro aumenta e o consumo também.

Seguramente, apesar do risco, há muitas oportunidades.

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Editor RuralNews
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