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Retirada da tarifa dos EUA impulsiona exportações de carne goiana, avalia o Ifag

Ifag afirma que o fim da tarifa de 40% pelos EUA beneficia diretamente a carne bovina de Goiás, devolvendo fôlego e competitividade ao setor exportador

Retirada da tarifa dos EUA impulsiona exportações de carne goiana, avalia o Ifag
Fim da tarifa de 40% sobre produtos agropecuários devolve competitividade à carne bovina de Goiás. Foto: Canva
Foto do autor Francieli Galo
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A decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa de 40% sobre produtos como carne, café e frutas gerou otimismo no setor agropecuário goiano. Segundo o gerente técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), Leonardo Machado, a medida tende a beneficiar, sobretudo, a pecuária do estado. Ele explica que o corte da tarifa oferece um “respiro imediato” aos produtores locais.

“Para Goiás, o mercado de carnes é um dos mais sensíveis. Os Estados Unidos são um parceiro importante, e essa mudança pode levar o estado a ampliar o volume de carne exportada”, afirma Machado.

Entretanto, entre todos os segmentos, a pecuária deve sentir o impacto mais rápido. “Quando falamos de Goiás, o setor mais afetado é o de pecuária. Os americanos são grandes compradores e representam um destino relevante para nossa carne”, reforça o gerente do Ifag.

No cenário nacional, outros produtos também se beneficiam, como café e suco de laranja. Além disso Machado lembra que esses segmentos têm pouca representatividade na economia goiana. “No Brasil, café e suco de laranja ganham espaço, mas Goiás não participa de forma significativa desses mercados. O impacto real está na carne bovina”, destaca.

O Ifag lembra que a adoção da tarifa pelos EUA, meses atrás, provocou forte apreensão entre produtores e exportadores. “No início, o setor se assustou. Não sabíamos como o mercado americano reagiria. Foi preciso buscar alternativas e abrir novos destinos. Houve algum alívio ao longo do tempo, mas o verdadeiro impacto positivo vem agora, com a queda das tarifas”, comenta Machado.

Mesmo assim, o comportamento do mercado nos próximos meses será decisivo. “Precisamos observar se vamos retomar plenamente a relação com os americanos ou se ainda haverá algum reflexo. Estamos otimistas e vemos efeitos favoráveis, mas os próximos passos serão importantes”, conclui.

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