A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) prorrogou até o dia 10 de junho de 2026 o prazo da primeira etapa da Declaração de Rebanho. A decisão foi oficializada por meio da Portaria nº 239, publicada em 29 de maio, e busca garantir que os produtores rurais tenham mais tempo para cumprir a obrigação sanitária exigida pelo Estado.
A atualização dos dados deve ser feita preferencialmente de forma online, por meio do Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). Em situações específicas, como propriedades em processo de espólio, a declaração deverá ser realizada presencialmente nas Unidades Operacionais Locais da Agrodefesa.
Atualização é obrigatória para diversas espécies
Durante o preenchimento da declaração, os produtores precisam informar a movimentação dos rebanhos, incluindo nascimentos, mortes e a evolução dos plantéis. O procedimento abrange animais das espécies bovina, bubalina, equina, muar, asinina, caprina e ovina.
Também devem ser declarados suínos de subsistência, aves, animais aquáticos e colmeias de abelhas, garantindo a atualização dos cadastros pecuários mantidos pelo serviço oficial de defesa agropecuária.
Falta de declaração pode gerar multas e restrições
A Agrodefesa alerta que, após o encerramento do prazo em 10 de junho, os produtores que não tiverem realizado a declaração serão considerados inadimplentes.
Nesses casos, além da aplicação de multas previstas na legislação, poderão ocorrer restrições para emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para o transporte e comercialização de animais.
A agência destaca ainda que, após o vencimento do prazo, a regularização só poderá ser feita presencialmente em uma das unidades do órgão.
Ferramenta fortalece controle sanitário
A Declaração de Rebanho é considerada uma ferramenta estratégica para o monitoramento da produção pecuária e para a manutenção da sanidade animal em Goiás. As informações atualizadas permitem à Agrodefesa acompanhar a evolução dos plantéis e reforçar ações de vigilância, prevenção e controle de doenças.
Com a prorrogação do prazo, a expectativa é ampliar o número de propriedades regularizadas e garantir maior eficiência nas políticas de defesa agropecuária do estado.
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