As cotações internacionais do trigo registraram forte alta nos últimos dias. De acordo com análises acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a valorização do cereal no exterior é reflexo direto do escalamento do conflito geopolítico entre Rússia e Ucrânia, combinado a incertezas climáticas que afetam áreas produtoras cruciais nos Estados Unidos e na Europa.
Na Bolsa de Chicago (CME Group), os contratos com vencimento para setembro de 2026 reagiram de forma expressiva e chegaram a ultrapassar o patamar de US$ 7,00 por bushel. O movimento reflete o prêmio de risco exigido pelo mercado diante de possíveis gargalos no abastecimento global do grão.
Trigo entra em fases sensíveis sob risco de oscilações climáticas
Safra de trigo do Brasil em 2026 pode ser a menor desde 2020
Mercado brasileiro opera com pouca liquidez e foco na nova safra
Apesar da disparada dos preços no cenário internacional, o mercado físico brasileiro segue em ritmo lento e sem grandes oscilações de preço. A conjuntura é marcada pelo período característico de entressafra nacional, no qual a disponibilidade da safra passada encontra-se bastante reduzida.
Do lado da demanda, a maioria das indústrias moageiras permanece abastecida com estoques de passagem e contratos previamente firmados, o que reduz a necessidade de novas compras no spot. Já no campo da oferta, os cafeicultores e tritícolas mantêm uma postura cautelosa, evitando travar grandes volumes nas negociações antecipadas da nova safra até que haja maior clareza sobre o clima e as produtividades locais.
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