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Milho

Falta de manejo no fim do ciclo reduz potencial do milho

Especialista destaca que manter o manejo nutricional até o enchimento de grãos é decisivo para preservar produtividade e rentabilidade da lavoura
Falta de manejo no fim do ciclo reduz potencial do milho
Manejo nutricional na fase final do milho safrinha influencia diretamente o enchimento de grãos Foto: Divulgação
Foto do autor Jair Reinaldo
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A reta final do ciclo do milho safrinha tem papel decisivo na definição da produtividade e da rentabilidade da lavoura. Apesar disso, um hábito ainda comum entre produtores pode comprometer o desempenho da cultura: a redução dos investimentos em nutrição na fase reprodutiva e no enchimento de grãos.

Segundo especialistas, fatores como excesso de radiação solar, déficit hídrico e ataque de pragas continuam afetando a planta até os últimos estágios do desenvolvimento. Sem suporte nutricional adequado, o milho perde capacidade de enfrentar o estresse climático e pode apresentar queda silenciosa de produtividade.



O gerente de Desenvolvimento de Mercado e Produtos da Fortgreen, João Vidotto, explica que muitos agricultores acreditam que aplicações realizadas no fim do ciclo geram pouco retorno prático no campo.

“A realidade é que a cultura continua passando pelos mesmos desafios climáticos e perde muita energia”, afirma o especialista.

Manejo nutricional segue importante no enchimento de grãos

De acordo com Vidotto, o manejo nutricional precisa ser mantido de forma estratégica até o final do ciclo produtivo. A planta depende de diversos elementos químicos essenciais para sustentar o desenvolvimento da espiga e garantir o transporte adequado dos fotoassimilados produzidos pela fotossíntese.

Embora muitos produtores priorizem apenas a complementação de potássio nesta etapa, outros nutrientes também desempenham papel importante no desempenho da cultura.

Segundo o especialista, elementos como enxofre, magnésio e boro contribuem diretamente para o enchimento de grãos e para a eficiência fisiológica da planta durante a fase reprodutiva.

Mitigação de estresse ganha espaço no campo

Além dos nutrientes considerados essenciais, tecnologias voltadas à mitigação de estresse vêm ganhando espaço na agricultura moderna. O uso de elementos benéficos, como o selênio, tem sido adotado para fortalecer o sistema de defesa das plantas diante das oscilações climáticas.

Vidotto explica que esses elementos não são indispensáveis para que a planta complete seu ciclo, mas podem potencializar o desempenho produtivo quando utilizados de forma adequada.

Ferramentas desenvolvidas para essa finalidade buscam associar nutrientes estratégicos ao manejo de enchimento de grãos, ampliando a eficiência da adubação complementar e reduzindo os impactos causados por estresses ambientais.

Segundo estudos citados pela Fortgreen, soluções voltadas ao fortalecimento antioxidante das plantas podem elevar significativamente a resposta produtiva em comparação ao uso isolado de potássio.

Clima segue como fator de atenção

Com as condições climáticas cada vez mais desafiadoras para o milho safrinha, especialistas reforçam que o manejo no fim do ciclo deixou de ser apenas complementar e passou a representar um diferencial competitivo dentro da lavoura.

A manutenção do equilíbrio nutricional nesta fase ajuda a preservar o potencial produtivo construído ao longo da safra e reduz perdas provocadas por estresses invisíveis que impactam diretamente a qualidade e o peso final dos grãos.

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