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Milho recua em Chicago e mercado acompanha safra

Mercado do milho opera pressionado em Chicago enquanto setor acompanha números da safra brasileira.

Milho recua em Chicago e mercado acompanha safra
Boletim da Granoeste Corretora destaca queda nas cotações internacionais, projeções da Conab e avanço do consumo interno no Brasil.
Foto do autor Camilo Motter
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O mercado do milho opera em baixa nesta quinta-feira (15), acompanhando o movimento negativo registrado pela soja na Bolsa de Chicago. Segundo boletim divulgado pela Granoeste Corretora, o contrato julho recuava 8 pontos no intervalo da manhã, negociado a US$ 4,73 por bushel.

Na sessão anterior, os principais vencimentos haviam encerrado com ganhos entre 3 e 4 cents, sustentados pelo movimento técnico do mercado internacional.

Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos também apresentavam leve recuo. O vencimento julho operava a R$ 66,95 por saca, abaixo dos R$ 67,14 registrados no fechamento anterior. Já o contrato setembro era negociado a R$ 69,90, contra R$ 70,10 na sessão passada.

Brasil mantém projeção elevada para a safra

No cenário nacional, o 8º levantamento da safra divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção brasileira de milho em 140,2 milhões de toneladas na temporada 2025/26.

O volume fica ligeiramente abaixo das 141,2 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior. Mesmo assim, a área semeada apresentou crescimento de 3,3%, alcançando 22,6 milhões de hectares.

A produtividade média brasileira foi estimada em 103,6 sacas por hectare, recuo de 3,8% frente às 107,7 sacas registradas na safra passada.

Segundo a análise da Granoeste Corretora, o mercado também acompanha o avanço do consumo doméstico e das exportações brasileiras. Os embarques devem atingir 46,5 milhões de toneladas, acima das 41,6 milhões de toneladas exportadas no último ciclo.

Já o consumo interno deve alcançar 94,9 milhões de toneladas, crescimento de 4,6% sobre as 90,7 milhões da temporada anterior, impulsionado principalmente pela demanda da cadeia de proteínas animais e da indústria de etanol de milho.

Considerando a produção nacional, os estoques iniciais de 12,5 milhões de toneladas e importações estimadas em 1,7 milhão de toneladas, o suprimento interno total deve atingir 154,3 milhões de toneladas. Os estoques finais são projetados em cerca de 13 milhões de toneladas.

No mercado físico, as indicações de compra no oeste do Paraná variam entre R$ 60 e R$ 62 por saca. Em Paranaguá, os preços da safrinha estão entre R$ 67 e R$ 69 por saca, dependendo do prazo de pagamento e da localização dos lotes.

No câmbio, o dólar operava em queda nesta quinta-feira, cotado a R$ 4,97, após encerrar a sessão anterior a R$ 5,00.

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