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FPA critica veto ao Projeto dos Safristas e pede revisão

Entidade afirma que medida dificulta a formalização de trabalhadores temporários e pode ampliar os desafios de contratação no campo

FPA critica veto ao Projeto dos Safristas e pede revisão
FPA defende a derrubada do veto ao Projeto dos Safristas e aponta impactos para trabalhadores e produtores rurais.
Foto do autor Cássia Lombardi
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Segundo informações divulgadas pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o veto integral ao Projeto de Lei 715/2023, conhecido como Projeto dos Safristas, representa um obstáculo à formalização de trabalhadores temporários e à contratação de mão de obra no campo. A entidade defende a derrubada da medida pelo Congresso Nacional e argumenta que a decisão afeta tanto trabalhadores quanto produtores rurais.

De acordo com a FPA, o veto desconsidera a realidade da atividade agropecuária e cria dificuldades para a inserção de trabalhadores no mercado formal durante os períodos de safra. A entidade avalia que a medida penaliza pessoas que buscam oportunidades temporárias de emprego e aumenta os desafios de contratação em um setor considerado estratégico para a segurança alimentar e para a economia brasileira.

A FPA sustenta que o projeto não promove retirada de direitos trabalhistas nem cria novos benefícios sociais. Segundo a entidade, a proposta tinha como objetivo permitir que trabalhadores temporários aceitassem empregos formais durante a safra sem o receio de perder imediatamente o acesso a programas sociais.

Na avaliação da frente parlamentar, a justificativa apresentada para o veto, baseada em suposta afronta ao interesse público e em questionamentos sobre constitucionalidade, não encontra respaldo nos objetivos da proposta. A entidade argumenta que o texto aprovado pelo Congresso favorecia a inclusão produtiva, a formalização do trabalho, a geração de renda e a segurança jurídica.

Ainda conforme a FPA, a manutenção do veto preserva uma distorção que acaba incentivando a informalidade e agravando a escassez de trabalhadores temporários no meio rural. A entidade afirma que impedir a complementação de renda por meio do trabalho formal reduz oportunidades para os trabalhadores e compromete a eficiência das atividades produtivas.

A frente parlamentar também defende que políticas sociais e estímulos ao emprego formal devem atuar de forma complementar. Segundo a entidade, é necessário ampliar as oportunidades de formalização e criar condições para que o setor agropecuário continue gerando empregos, renda e alimentos para a população.

A FPA ressalta ainda que o veto ocorre em um momento de pressão sobre o setor rural. A entidade cita desafios como o endividamento de produtores, o aumento do custo do crédito, restrições no acesso a financiamentos, cortes no seguro rural, insegurança regulatória, embargos e tarifas internacionais que afetam cadeias produtivas, além dos reflexos da crise global agravada por conflitos externos.

Diante desse cenário, a Frente Parlamentar da Agropecuária informou que continuará atuando no Congresso Nacional pela derrubada do veto ao Projeto dos Safristas. A entidade afirma que a medida é necessária para fortalecer a contratação formal de trabalhadores temporários e contribuir para a competitividade da produção agropecuária brasileira.

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