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Sulfato de amônio ganha destaque no mercado de fertilizantes brasileiro

Sulfato de amônio ganha espaço no mercado de fertilizantes, supera a ureia nos portos e deve seguir em alta para atender à demanda da safrinha de milho

Sulfato de amônio ganha destaque no mercado de fertilizantes brasileiro
Sulfato de amônio impulsiona importações e intensifica movimentação nos portos brasileiros. Foto: Canva
Foto do autor Francieli Galo
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O sulfato de amônio (SAM) tem ganhado relevância no mercado de fertilizantes do Brasil nos últimos meses. Segundo relatório semanal da StoneX, empresa global de serviços financeiros, o aumento da demanda já era esperado neste período que antecede o verão. No entanto, a preferência por fertilizantes menos concentrados vem se destacando como um dos principais fatores que impulsionam esse crescimento.

De acordo com Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, a quantidade de sulfato de amônio prevista para desembarcar nos portos brasileiros, especialmente em Santos e Paranaguá, deve superar o volume estimado de ureia. Esse movimento reflete a busca dos importadores por alternativas mais competitivas diante dos preços elevados e das relações de troca desfavoráveis em 2025.

A necessidade de suprir a demanda por nitrogenados e fosfatados tem levado os compradores a optar por produtos de menor concentração. Esses fertilizantes exigem maior volume em toneladas para fornecer a mesma quantidade de nutrientes, mas oferecem vantagem de custo em um cenário desafiador.

Como resultado, o Brasil registra maior volume total de fertilizantes entrando no país. Isso intensifica a movimentação nos portos em um período de demanda já tradicionalmente firme. Para a StoneX, essa preferência por produtos de menor concentração deve se manter nas próximas semanas, reforçando a competitividade do sulfato de amônio frente à ureia.

A expectativa é de que as importações de nitrogenados sigam aquecidas nos últimos meses de 2025. O abastecimento da safrinha de milho deve ser o principal impulsionador, já que essa cultura exige altos níveis de nitrogênio. O mercado agora acompanha se o sulfato de amônio continuará liderando as importações ou se a ureia voltará a ganhar espaço até o fim do ano.

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