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Dólar alto e demanda aquecida elevam exportações de soja

Entre janeiro e outubro de 2024, foram exportadas 94,2 milhões de toneladas de soja, o que levou Conab a rever estimativas de exportações

Dólar alto e demanda aquecida elevam exportações de soja
Porto de Paranaguá é destaque graças à Interligação com regiões como MS, sul de São Paulo, parte de Santa Catarina e áreas do RS
Foto do autor Francieli Galo
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Os preços internos da soja registraram alta em outubro de 2024, impulsionados pela valorização do dólar e pela demanda aquecida. Com o dólar elevado e prêmios de porto positivos, as exportações de soja em grão mantiveram-se em níveis elevados, totalizando 94,2 milhões de toneladas entre janeiro e outubro de 2024.

Esse cenário levou a Conab a revisar a estimativa de exportação para a safra 2023/24, que passou de 92,43 milhões para 98 milhões de toneladas, um aumento de 5,56 milhões de toneladas.

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Se compararmos apenas os primeiros oito meses de 2024, o Brasil exportou 83,4 milhões de toneladas de soja em grão, contra 81 milhões no mesmo período de 2023, um crescimento de pouco mais de 2%. Especialistas apontam que, apesar do volume positivo, a receita cambial será menor por causa da redução dos preços internacionais e da variação cambial.

O porto de Paranaguá/PR foi destaque no desempenho das exportações de oleoginosa. No periodo, foi registrado um aumento de 11% nos volumes exportados, bem acima da média nacional.

Os meses de janeiro, fevereiro, março, junho e agosto de 2024 registraram recordes de operação, sendo agosto o mês com maior movimentação da história do porto: foram 6.869.966 toneladas movimentadas, 4% a mais em relação ao recorde anterior, alcançado em junho deste ano (6.582.670 toneladas).

Um dos fatores que explicam o aumento é a eficiência do porto, cujo crescimento foi impulsionado pela atratividade do prêmio oferecido e pela interligação com regiões como Mato Grosso do Sul, sul de São Paulo, parte de Santa Catarina e áreas do Rio Grande do Sul.

De acordo com o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira, os Portos de Paranaguá e Antonina estão preparados para atender a demanda dos empreendedores nos próximos anos. “Nós temos uma infraestrutura invejável e somos um facilitador do comércio exterior. Os portos paranaenses são a principal ferramenta para o comércio exterior do nosso Estado”, salientou

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