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Safra de café avança com forte ritmo no Sul de Minas e São Paulo

Dados de monitoramento semanal apontam que os trabalhos de campo ganham velocidade, puxados pelo tempo seco no Sul de Minas, Matas de Minas e São Paulo
Safra de café avança com forte ritmo no Sul de Minas e São Paulo
Tempo firme acelera a secagem nos terreiros e a entrada das colhedoras nas principais praças do país.
Foto do autor Cássia Lombardi
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Os trabalhos de campo nas principais regiões cafeeiras do Brasil ganharam forte ritmo nas últimas semanas. O monitoramento consolidado até a segunda metade de junho aponta que a colheita de café atingiu a marca de 20,1% da área total estimada no principal cinturão produtor do país, que engloba mais de 370 municípios distribuídos entre Minas Gerais e São Paulo. O avanço é impulsionado pelo clima seco e firme, ideal para garantir a qualidade da bebida e acelerar os processos de secagem.

O balanço regionalizado mostra ritmos distintos de maturação e colheita entre as principais praças produtoras do Sudeste. A região das Matas de Minas lidera o andamento dos trabalhos com 25% da área colhida, seguida de perto pelo Sul de Minas, que já alcançou 24,5%. No estado de São Paulo, os produtores da Média Mogiana e áreas vizinhas colheram 23,9% de suas lavouras. O ritmo mais cadenciado fica por conta do Cerrado Mineiro, que registra 11,7% de evolução, uma característica natural da região devido ao ciclo de maturação mais tardio de suas variedades.



Impacto na qualidade e no fluxo de mercado

A velocidade com que a safra está entrando nos armazéns é um fator determinante para desenhar o comportamento dos preços no curto prazo. Com cerca de um quinto da produção colhida, o mercado físico começa a receber os primeiros lotes de café novo com excelente padrão de qualidade, beneficiados pela ausência de chuvas volumosas nas frentes de colheita.

A manutenção do tempo seco nas próximas semanas será vital para que o produtor consiga escalonar a colheita e evitar o congestionamento nas estruturas de processamento. A atenção do setor agora se volta para a eficiência logística do escoamento, em um ano onde a disponibilidade de mão de obra e o custo do frete exigem planejamento rigoroso para não corroer as margens de lucro da temporada.

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