Representantes do setor produtivo, pesquisadores e instituições públicas lançaram o programa Colmeia de Minas, iniciativa criada para enfrentar desafios da cadeia produtiva do mel e promover o desenvolvimento sustentável da apicultura no estado. O projeto busca integrar ações voltadas à produção, qualidade, rastreabilidade e valorização dos produtos apícolas mineiros.
A proposta surgiu a partir da identificação de problemas que afetam o setor, como a mortalidade de abelhas, a adulteração de produtos, a falta de informações consolidadas sobre a atividade, a necessidade de maior profissionalização dos produtores e a ausência de sistemas eficientes de rastreabilidade.
Segundo os idealizadores, o programa pretende reunir e coordenar iniciativas já existentes, promovendo uma atuação mais integrada entre instituições ligadas à pesquisa, assistência técnica, fiscalização e desenvolvimento da atividade apícola.
Entre os principais objetivos estão a criação de mecanismos de rastreabilidade, a valorização da origem dos produtos, o fortalecimento da defesa sanitária, a qualificação dos produtores e o incentivo à inovação e à bioeconomia. A proposta também prevê a elaboração de um diagnóstico detalhado da atividade para orientar futuras ações.
De acordo com dados apresentados durante o lançamento, Minas Gerais conta com 429 municípios produtores, mais de 9 mil apicultores e 167 associações ligadas ao setor. Atualmente, o estado ocupa a quarta posição no ranking nacional de produção de mel, com cerca de 6,7 mil toneladas produzidas.
Entre as primeiras ações previstas está o avanço dos estudos para obtenção da Indicação Geográfica (IG) da própolis verde mineira, produto que se destaca no mercado nacional e internacional. A certificação pode contribuir para agregar valor à produção e ampliar o reconhecimento da qualidade dos produtos apícolas do estado.
As exportações de mel mineiro têm como principais destinos os Estados Unidos, responsáveis por mais de 80% das compras externas, seguidos por Alemanha e Canadá. A expectativa é que o programa contribua para ampliar a competitividade do setor e criar novas oportunidades para os produtores nos mercados nacional e internacional.