O clima ao longo de fevereiro tem favorecido o desenvolvimento da safra brasileira de café 2026/27. As chuvas nas principais áreas produtoras de arábica foram expressivas e contribuíram para o bom andamento das lavouras.
Diante desse cenário, agentes consultados pelo Cepea mantêm expectativas positivas. A atual temporada pode ser a primeira, desde a safra 2020/21, a superar 60 milhões de sacas no Brasil, considerando as variedades arábica e robusta. Se confirmado, o volume representará um recorde.
Arábica recebe volumes expressivos
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em fevereiro foram registrados 154,5 milímetros de chuva em Marília, na região central do São Paulo.Os maiores acumulados ocorreram na Mogiana Paulista, no Cerrado Mineiro e no Sul de Minas. Nessas regiões, as precipitações foram consideradas benéficas, sobretudo por coincidirem com a fase de enchimento dos grãos, etapa decisiva para o potencial produtivo do arábica.
Situação diferente no robusta
Nas áreas produtoras de robusta, onde a colheita pode começar a partir de abril, o volume de chuvas em fevereiro ficou bem abaixo do observado em janeiro.
No Espírito Santo, por exemplo, o município de Linhares registrou apenas 13 milímetros no mês, após um janeiro com acumulado expressivo de 370,6 milímetros, segundo o Inmet.
O excesso de precipitações no fim de janeiro, especialmente no norte capixaba, pode ter prejudicado alguns talhões e favorecido o avanço de doenças. Ainda assim, o clima segue no radar dos agentes para os próximos meses.
Com a fase final de enchimento dos grãos em andamento, principalmente no arábica, as condições climáticas serão determinantes para confirmar o potencial produtivo da safra 2026/27.