Responsável por cerca de 24% do PIB do agronegócio brasileiro e por 18% das exportações do setor no País, São Paulo levou a Brasília, nesta terça-feira (7), as principais demandas dos produtores rurais paulistas.
O secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, acompanhado de sua equipe técnica, reuniu-se com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério, Carlos Goulart. A comitiva estadual também cumpriu agendas estratégicas na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e no Instituto Pensar Agropecuária (IPA).
Acordos e gargalos no Ministério da Agricultura
Na audiência com o ministro André de Paula, a comitiva apresentou as prioridades das principais cadeias do agro paulista e defendeu o avanço de iniciativas capazes de oferecer mais segurança aos produtores diante das oscilações de mercado, riscos climáticos e ameaças sanitárias. Foram discutidas medidas de apoio e melhores condições de acesso ao crédito e ao seguro rural para setores como citricultura, cana-de-açúcar, amendoim, milho e soja.
Para o amendoim, o Estado apresentou a necessidade de instrumentos de apoio e securitização da atividade. Também integraram a pauta o estímulo à produção nacional de borracha natural, demandas da tilapicultura sobre os impactos da importação de pescado, e a revisão das regras de comércio do morango no Mercosul para aproximar critérios sanitários. Na área de sanidade, a reunião abordou a proteção da cadeia de ovos contra a influenza aviária, o combate à cisticercose bovina e a atuação do Instituto Biológico paulista.
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Parcerias focadas na defesa agropecuária
Em reunião com o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, foram discutidos os avanços da rastreabilidade bovina, considerada essencial para o acesso aos mercados internacionais. A agenda incluiu o combate a pragas que afetam as lavouras paulistas, como o greening na citricultura e o caruru-gigante, reforçando a importância da integração entre União e Estado para reduzir prejuízos no campo.
Outro ponto importante foi o avanço das tratativas para um convênio entre as estruturas de defesa agropecuária federal e paulista. A iniciativa busca dar mais eficiência à fiscalização e à regularização de pequenas agroindústrias de vinhos, cachaças, cervejas e geleias, favorecendo a agregação de valor, a geração de renda e o acesso de pequenos produtores a novos mercados.
Cenário internacional e relações setoriais na CNA
Na CNA, a equipe paulista foi recebida pelo vice-presidente da entidade, Marcelo Bertoni, e pelo diretor técnico, Bruno Lucchi. A reunião tratou do comércio com China, União Europeia e Estados Unidos, principais destinos do agro paulista, avaliando o cenário atual de mudanças tarifárias, exigências ambientais e novas condições de acesso a mercados no exterior.
Também foram discutidos temas transversais como o mercado de etanol, a transição para o Programa Nacional de Identificação de Bovinos e Bubalinos, a integração dos sistemas estaduais de defesa, o trânsito de equídeos, o controle sanitário de javalis e a integração das bases do Cadastro Ambiental Rural (CAR). A agenda em Brasília foi encerrada com uma visita ao Instituto Pensar Agropecuária para alinhamento com representantes das cadeias produtivas.
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