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Abate de bovinos em Goiás cai e fica abaixo de um milhão de cabeças

Pesquisa Trimestral do IBGE aponta contração no processamento de carne bovina e captação de leite em solo goiano, enquanto avicultura atinge topo histórico
Abate de bovinos em Goiás cai e fica abaixo de um milhão de cabeças
Recuo na oferta de gado gordo em Goiás deixa o volume de processamento abaixo de um milhão de cabeças.
Foto do autor Wandell Seixas
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Segundo a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais divulgada pelo IBGE, Goiás registrou 946,0 mil cabeças de bovinos abatidas no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa uma queda de 11,3% em relação ao período imediatamente anterior e de 6,8% na comparação com o mesmo trimestre de 2025. O indicador não operava abaixo da linha de 1,0 milhão de cabeças há 15 meses, desde o quarto trimestre de 2024, quando o volume fechou em 911,1 mil animais.

No cenário nacional, foram abatidas 10,3 milhões de cabeças de bovinos, consolidando uma alta de 3,3% na comparação com o mesmo período de 2025. Já em relação ao quarto trimestre do ano passado, o balanço geral do país apresentou uma redução técnica de 6,9%.



Dinâmica das proteínas e recorde histórico na avicultura

O processamento de suínos em Goiás também recuou frente ao quarto trimestre de 2025 (-7,2%), mas apresentou uma ligeira reação positiva na comparação com o mesmo período do ano anterior (+0,5%). Segundo o levantamento oficial, 493,6 mil cabeças foram abatidas no estado, configurando o menor valor quantitativo em nove meses. Em âmbito federal, foram abatidas 15,3 milhões de cabeças de suínos no primeiro trimestre de 2026, indicando um incremento de 5,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e uma leve variação negativa de 0,1% na comparação com o quarto trimestre de 2025.

Quanto ao abate de frangos em Goiás, embora o indicador também tenha apontado recuo frente ao trimestre imediatamente anterior (-1,0%), houve um acréscimo de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado de 135,7 milhões de cabeças processadas foi o maior já registrado para um primeiro trimestre na série histórica do estado, que teve início em 1997. No Brasil, foram abatidas 1,7 bilhão de cabeças, volume 3,6% superior ao obtido no período equivalente do ano anterior. O desempenho nacional chancelou o melhor primeiro trimestre da história para o complexo de carnes do país (bovinos, suínos e frangos combinados).

Mercado de lácteos: captação enxuta e preços valorizados

Outro indicador macroeconômico de peso divulgado é a Pesquisa Trimestral do Leite. O relatório investiga a quantidade de leite de vaca adquirida pelos estabelecimentos industriais, bem como o preço médio pago aos produtores pelo leite cru in natura.

A pesquisa aponta que, no primeiro trimestre de 2026, o preço médio do leite em Goiás fixou-se em R$ 2,32 por litro, consolidando-se como a sexta maior referência financeira entre as unidades da Federação investigadas. Para fins de comparação, o valor médio nacional ficou arbitrado em R$ 2,24 por litro. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, tanto o país (+1,4%) quanto o estado (+5,9%) sinalizaram aumento nas planilhas de pagamento.

Em relação à quantidade de leite cru adquirido, as indústrias instaladas em Goiás registraram a captação de 542,8 milhões de litros no primeiro trimestre de 2026, o que indica uma queda severa de 17,0% frente ao trimestre imediatamente anterior. O número também ficou abaixo do contabilizado no mesmo período de 2025 (579,0 milhões de litros), sendo o menor volume registrado desde o terceiro trimestre de 2024. Na contramão regional, a aquisição de leite cru no Brasil somou 6,8 bilhões de litros no primeiro trimestre de 2026. O montante correspondeu a um acréscimo de 2,6% em comparação ao primeiro trimestre de 2025, registrando a maior aquisição de leite em um primeiro trimestre de toda a série histórica do país.

Produção de ovos sustenta patamar elevado

A produção goiana de ovos de galinha totalizou 65,4 milhões de dúzias no primeiro trimestre de 2026. Esse volume representou um aumento de 0,31% na comparação com o quarto trimestre de 2025, embora tenha registrado uma retração marginal de 0,4% frente ao mesmo período do ano anterior. Ainda assim, o resultado consolida-se como o segundo maior já registrado para um primeiro trimestre na série histórica iniciada em 1987, ficando abaixo somente do recorde alcançado no ano passado.

No cenário nacional, a produção de ovos de galinha atingiu a marca de 1,2 bilhão de dúzias no primeiro trimestre de 2026. O balanço representou um incremento de 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior e uma queda permanente de 3,5% em comparação direta com o quarto trimestre de 2025.

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