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Tarifação dos EUA no café brasileiro mantém cenário incerto

Setor avalia efeitos da tarifação dos EUA no café brasileiro e possíveis mudanças nos embarques para manter competitividade

Tarifação dos EUA no café brasileiro mantém cenário incerto
Setor cafeeiro estuda impactos da tarifa extra dos EUA sobre o café solúvel brasileiro, que tem o robusta como base. Foto: Canva
Foto do autor Francieli Galo
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A tarifação dos EUA no café brasileiro mantém o mercado lento e incerto. Pesquisadores do Cepea dizem que o setor ainda estuda como deslocar a oferta diante da possível tarifa de 50% sobre produtos exportados para os EUA.

A principal preocupação está no café solúvel, que usa o robusta como matéria-prima. Os Estados Unidos são um dos maiores compradores dessa categoria. A colheita no Brasil avança, aumentando a oferta e reforçando a volatilidade.

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Além disso, a tarifação dos EUA no café brasileiro pode afetar a competitividade do robusta nacional. O Cepea destaca que o robusta brasileiro ganhou espaço global devido à menor produção do Vietnã no ano passado.

Dificuldades logísticas da Ásia para embarques à Europa e às Américas também beneficiaram o Brasil. Com a nova tarifa, o país pode perder espaço frente aos cafés asiáticos. Isso pode exigir um rearranjo nos envios para atender à demanda americana.

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