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Diversidade impulsiona olericultura no Rio Grande do Sul

Foto do autor Jair Reinaldo
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Diversidade impulsiona olericultura no Rio Grande do Sul
Produção de hortaliças no RS cresce com apoio de tecnologias, cultivo protegido e manejo sustentável. Foto: Emater-RS / Divulgação

Olericultura gaúcha aposta em tecnologia e diversidade para garantir produção contínua de alimentos

A olericultura no Rio Grande do Sul segue consolidada como uma das atividades estratégicas para o abastecimento alimentar e a geração de renda no campo. Presente em praticamente todo o estado, o setor combina diversidade produtiva, inovação tecnológica e adaptação climática para manter a produção de hortaliças ao longo de todo o ano.

Além de garantir alimentos frescos para a população, a atividade vem incorporando novas técnicas de manejo, como o uso de bioinsumos e o cultivo protegido em estufas, telados e túneis baixos, buscando reduzir os impactos climáticos e assegurar maior estabilidade produtiva.

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Segundo o coordenador técnico estadual de Olericultura da Emater/RS-Ascar, Gervásio Paulus, o Rio Grande do Sul possui mais de 50 espécies comerciais de olerícolas cultivadas, incluindo folhosas, raízes, tubérculos e legumes.

“Nós temos culturas como cenoura, beterraba, alho, cebola, tomate, couve e brócolis, entre tantas outras”, destaca.

Produção ocorre em todas as estações

De acordo com Paulus, a diversidade de espécies e o avanço das tecnologias de cultivo permitem que a produção ocorra durante todo o ano, contrariando a ideia de que determinadas hortaliças só podem ser produzidas em períodos específicos.

Ele explica que existem variedades adaptadas tanto ao inverno quanto ao verão, além de técnicas que possibilitam produzir fora da época principal de cultivo, agregando valor aos produtos e ampliando o período de comercialização.

Cultivo protegido ganha espaço

Entre as principais estratégias adotadas pelos produtores está o cultivo protegido, especialmente em estufas. O sistema tem avançado nos últimos anos por permitir maior controle das condições ambientais e do manejo da irrigação.

Segundo a Emater/RS-Ascar, o modelo reduz impactos causados pelo excesso ou falta de chuva e pelas temperaturas extremas, fatores que influenciam diretamente a produtividade e a qualidade das hortaliças.

Culturas folhosas, como alface, rúcula, almeirão e radicci, estão entre as mais beneficiadas pelo sistema protegido. Apesar disso, algumas culturas ainda apresentam baixa viabilidade econômica para produção em estufas, especialmente espécies extensivas como melancia, melão, moranga cabotiá, batata-doce e aipim.

Bioinsumos e plantio direto fortalecem sustentabilidade

Outro destaque na olericultura gaúcha é a adoção do Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), técnica voltada à proteção permanente do solo e à melhoria da saúde das plantas.

O uso de bioinsumos também vem crescendo entre os produtores, permitindo reduzir a utilização de produtos químicos, diminuir custos e minimizar impactos ambientais.

Segundo os técnicos da Emater/RS-Ascar, o conjunto dessas práticas contribui para tornar a produção mais resiliente diante das oscilações climáticas registradas no estado nos últimos anos.

Brássicas ganham destaque no estado

As chamadas brássicas, grupo que inclui culturas como couve-flor, repolho e brócolis, também vêm apresentando crescimento no Rio Grande do Sul.

O clima mais ameno da região dos Campos de Cima da Serra favorece o desenvolvimento dessas culturas, consolidando a região como um dos principais polos produtores do estado.

Além da Serra Gaúcha, a produção olerícola também possui forte presença nos Vales, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Norte do estado e em áreas da fronteira com o Uruguai.

Agricultura familiar fortalece abastecimento

A Emater/RS-Ascar atua junto aos produtores por meio de assistência técnica voltada ao manejo das lavouras, controle de pragas, planejamento produtivo e comercialização.

Um dos focos é a chamada produção programada, que organiza o plantio em diferentes períodos do ano para garantir oferta contínua ao mercado.

As feiras do produtor e a Ceasa também exercem papel importante na comercialização das hortaliças gaúchas. Segundo a Emater, cerca de 70% dos produtos comercializados na Ceasa são produzidos no próprio Rio Grande do Sul.

Produção supera 1,7 milhão de toneladas

Dados do Levantamento da Olericultura Comercial do Rio Grande do Sul – 2025 apontam que o estado possui 50 espécies de olerícolas cultivadas comercialmente, com produção anual superior a 1,7 milhão de toneladas.

O estudo, realizado pela Emater/RS-Ascar em parceria com a Secretaria Estadual da Agricultura, também identificou crescimento das áreas de cultivo protegido e reforçou a importância da agricultura familiar para o abastecimento regional.

Segundo os técnicos, as condições climáticas registradas até o momento têm favorecido o desenvolvimento das culturas, apesar da preocupação com possíveis excessos de chuva nos próximos meses em função do El Niño.

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Editor RuralNews
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