Colheita da noz-pecã começa com expectativa de alta produção
Evento no Rio Grande do Sul reuniu produtores e especialistas para debater produtividade, irrigação e mercado da noz-pecã.
A abertura oficial da colheita da noz-pecã marcou nesta sexta-feira (8) o início da safra 2026 da cultura no Brasil, com expectativa de produção de até 8 mil toneladas, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Pecanicultura.
O evento foi realizado em Nova Pádua, na Serra Gaúcha, reunindo produtores, pesquisadores e representantes do setor para discutir os desafios e oportunidades da pecanicultura brasileira.
Além do ato simbólico de abertura da colheita, a programação contou com palestras técnicas voltadas à irrigação, produtividade, manejo e mercado da noz-pecã.
Irrigação ganha espaço nos pomares
Um dos principais temas debatidos durante o encontro foi o impacto da irrigação sobre a produtividade e a rentabilidade dos pomares.
Especialistas destacaram que o uso adequado da irrigação vem se tornando ferramenta importante para estabilizar a produção e reduzir perdas em períodos de estiagem, especialmente nas regiões produtoras do Sul do país.
O professor Ezequiel Saretta ressaltou que a irrigação deve ser vista como investimento estratégico para ampliar produtividade e segurança da produção.
O diretor técnico do IBPecan, Jaceguay Bastos, também destacou que o manejo precisa considerar características específicas de cada propriedade e tipo de solo para alcançar maior eficiência nos pomares.
Durante o evento, produtores apresentaram resultados de produtividade obtidos com a adoção de sistemas irrigados e tecnologias de manejo.
Produção cresce e busca novos mercados
O Rio Grande do Sul concentra cerca de 90% da produção brasileira de noz-pecã e segue liderando o avanço da cultura no país.
Segundo o secretário estadual da Agricultura, Márcio Madalena, a pecanicultura vem crescendo com foco em tecnologia, qualidade e ampliação da presença brasileira no mercado internacional.
A avaliação do setor é de que a cultura ainda possui espaço para expansão tanto na produção quanto na abertura de novos mercados.
Durante a programação, também foi lançado o livro “Nogueira-pecã”, produzido pela Embrapa, reunindo informações técnicas e científicas sobre a cultura.
Setor aposta em produtividade e organização
Representantes da cadeia produtiva destacaram que o avanço tecnológico, aliado ao suporte técnico e ao manejo mais eficiente, vem ajudando a consolidar a pecanicultura brasileira.
A expectativa é de que investimentos em irrigação, qualidade da produção e organização do setor continuem impulsionando a competitividade da noz-pecã brasileira nos próximos anos.
