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Soja mantém alta após relatório do USDA

Foto do autor Camilo Motter
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Soja mantém alta após relatório do USDA
Soja opera em leve alta após relatório do USDA e expectativa de retomada da demanda chinesa.

Mercado da soja segue atento às projeções do USDA e à demanda chinesa

Segundo boletim divulgado pela Granoeste Corretora, o mercado da soja segue operando em alta moderada nesta quarta-feira. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato julho trabalhava próximo de US$ 12,28 por bushel no intervalo da manhã, após encerrar a sessão anterior com ganhos entre 10 e 13 pontos nos primeiros vencimentos.

De acordo com a análise da corretora, o mercado continua repercutindo os números considerados ligeiramente positivos do relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta terça-feira. Outro fator que ajuda a sustentar as cotações é a expectativa de que a visita do presidente norte-americano Donald Trump à China possa estimular uma retomada das negociações envolvendo soja entre os dois países.

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USDA divulga primeiras projeções para safra 2026/27

O relatório de maio do USDA trouxe as primeiras estimativas para a temporada 2026/27 nos Estados Unidos. A produção norte-americana foi projetada em 120,7 milhões de toneladas, volume sustentado principalmente pelo aumento da área semeada. O número ficou ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, que trabalhava com produção acima de 121 milhões de toneladas.

Já os estoques finais dos Estados Unidos foram estimados em 8,44 milhões de toneladas, cerca de 1,2 milhão de toneladas abaixo das projeções dos analistas.

Ainda conforme o boletim da Granoeste Corretora, para a próxima safra brasileira o USDA projeta produção de 186 milhões de toneladas, com exportações estimadas em 117,5 milhões de toneladas.

No cenário global, a produção mundial de soja deve alcançar 441,5 milhões de toneladas na temporada 2026/27, crescimento de 3,3% em relação ao ciclo anterior. Os estoques finais mundiais devem permanecer próximos de 125 milhões de toneladas.

A China, principal compradora global da oleaginosa, deve importar 114 milhões de toneladas na próxima safra, enquanto a produção da Argentina tende a subir para 50 milhões de toneladas.

Safra atual segue praticamente inalterada

Para a temporada 2025/26, o USDA manteve praticamente inalteradas as projeções divulgadas anteriormente.

A produção dos Estados Unidos segue estimada em 116 milhões de toneladas, com exportações de 41,6 milhões de toneladas e estoques finais de 9,25 milhões de toneladas.

No Brasil, a projeção permanece em 180 milhões de toneladas, com exportações previstas em 115 milhões de toneladas. As importações chinesas também foram mantidas em 112 milhões de toneladas.

O avanço do plantio da nova safra norte-americana também segue no radar do mercado. Segundo o USDA, os trabalhos já alcançam 49% da área prevista, acima dos 45% registrados no mesmo período do ano passado.

Mercado brasileiro

No Brasil, os prêmios nos portos seguem positivos. Segundo a Granoeste Corretora, as indicações no mercado spot variam entre 10 e 25 pontos. Para junho, os prêmios oscilam entre 15 e 25 pontos, enquanto para julho ficam entre 30 e 40 pontos.

No mercado físico, as indicações de compra no oeste do Paraná giram entre R$ 120,00 e R$ 122,00 por saca. Em Paranaguá, os valores variam entre R$ 130,00 e R$ 133,00, dependendo do prazo de pagamento, localidade e período de embarque.

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Editor RuralNews
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