O setor agrícola de Goiás vivencia um momento de forte otimismo e revisões para cima em suas principais culturas de grãos neste início de julho. De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado disponível de soja registrou avanço na importante praça de Rio Verde, onde os preços pagos aos produtores fecharam em alta de 0,85%, elevando a cotação de balcão para o patamar de R$ 115,00 a R$ 119,00 por saca de 60 kg. O movimento de valorização foi acompanhado por outras regiões do estado, com Anápolis registrando salto expressivo de 5,40% (fechando a R$ 119,50) e Cristalina subindo 1,96% (atingindo R$ 115,60), impulsionados pela firmeza do dólar e pela liquidez nas exportações. Paralelamente ao bom momento da oleaginosa, os holofotes do agronegócio goiano estão direcionados para o desempenho extraordinário das culturas de segunda safra, com destaque absoluto para o sorgo. As estimativas e projeções produtivas para o estado apontam para um potencial recorde histórico de produção, podendo atingir o volume impressionante de até 8 milhões de toneladas de sorgo nesta temporada. Esse crescimento consolidado posiciona Goiás como uma potência incontestável no cultivo do cereal, que vem ganhando cada vez mais espaço na matriz de alimentação animal e na indústria de biocombustíveis.
Sorgo consolida-se como alternativa de safrinha
O avanço expressivo na produção de sorgo reflete investimentos robustos em genética, manejo e, sobretudo, a escolha estratégica do produtor goiano por uma cultura com maior tolerância a estresses hídricos na janela pós-soja. O volume projetado de 8 milhões de toneladas cria um ecossistema favorável para as indústrias de proteína animal instaladas na região Centro-Oeste, que passam a contar com uma alternativa volumosa, competitiva e de alto valor nutricional para substituir o milho nas rações integradas.Com a soja operando em patamares remuneradores e o sorgo desenhando um recorde de oferta, os produtores goianos conseguem diluir riscos operacionais e otimizar o uso do solo e dos maquinários ao longo de todo o ano agrícola. A expectativa para as próximas semanas é de manutenção da liquidez, com as tradings mantendo-se ativas na originação de soja para cumprir os programas de exportação do segundo semestre.
