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Colheita da safrinha pressiona mercado do milho

Consumidores aguardam avanço da colheita da segunda safra, enquanto produtores limitam negócios em parte das regiões

Colheita da safrinha pressiona mercado do milho
Colheita da segunda safra amplia a oferta e mantém pressão sobre os preços do milho no mercado brasileiro.
Foto do autor Cássia Lombardi
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Segundo levantamento do Cepea, os preços do milho seguem pressionados pelo avanço da colheita da segunda safra em grande parte do país. Em diversas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas, especialmente nas áreas produtoras, as médias registradas até 18 de junho já são as menores de 2026 em termos nominais.

O cenário reflete a postura cautelosa dos compradores, tanto no mercado interno quanto nos portos. Com a entrada de novos volumes da safrinha, consumidores acompanham de perto o andamento da colheita e indicam possuir estoques suficientes para atender à demanda de curto prazo.

Além disso, as recentes quedas das cotações internacionais reduziram a paridade de exportação, fator que contribui para o adiamento das negociações por parte dos compradores.

Produtores limitam vendas

Do lado da oferta, pesquisadores do Cepea destacam que produtores sem necessidade imediata de gerar caixa ou liberar espaço nos armazéns seguem restringindo as vendas, na expectativa de melhores oportunidades de comercialização.

Essa postura tem reduzido a liquidez em algumas regiões, mesmo diante do aumento da disponibilidade de grãos com o avanço da colheita da segunda safra.

El Niño amplia atenção para a próxima safra

Além do cenário atual de mercado, o setor acompanha os possíveis impactos da atuação do El Niño, cuja presença foi confirmada no Brasil.

De acordo com o Cepea, o fenômeno climático pode provocar aumento das chuvas na região Sul e irregularidade das precipitações, além de temperaturas mais elevadas no Centro-Oeste, justamente durante um período estratégico para o desenvolvimento da safra de verão.

No caso do milho, a semeadura poderá enfrentar dificuldades no Sul do país em razão do excesso de umidade. Já no Centro-Oeste, eventuais atrasos no plantio da safra de verão podem comprometer o calendário da segunda safra, elevando o risco de implantação fora da janela considerada ideal para a cultura.

Diante desse cenário, produtores seguem atentos tanto ao comportamento dos preços quanto às condições climáticas que poderão influenciar a próxima temporada de produção.

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