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Câmara analisa regra para embargos em áreas rurais

Uso de imagens de satélite na fiscalização ambiental está no centro do debate no Congresso

Câmara analisa regra para embargos em áreas rurais
Projeto em análise na Câmara propõe impedir embargos ambientais apenas com base em imagens de satélite Foto: FPA / Divulgação
Foto do autor Jair Reinaldo
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O avanço do uso de tecnologias de monitoramento remoto na fiscalização ambiental reacendeu o debate sobre segurança jurídica no campo. O Projeto de Lei 2564/2025, em tramitação na Câmara dos Deputados, propõe mudanças nas regras para aplicação de embargos ambientais, vedando que a medida seja adotada exclusivamente com base em imagens de satélite.

De autoria do deputado Lucio Mosquini, o texto altera a Lei nº 9.605/1998 e estabelece que, antes de qualquer embargo, deve haver verificação presencial da suposta irregularidade, além da notificação prévia do produtor para apresentação de defesa.

Segundo o parlamentar, o modelo atual permite que propriedades sejam embargadas automaticamente a partir de indícios identificados por monitoramento remoto, o que pode atingir produtores que estão em conformidade com a legislação. Nesses casos, o embargo impacta diretamente a atividade, já que impede o acesso ao crédito rural e compromete a continuidade da produção até a regularização da situação.

A proposta busca diferenciar medidas cautelares de sanções punitivas, deixando explícito que o embargo não pode funcionar como penalidade antecipada. Pelo texto, a aplicação da medida sem comprovação efetiva pode resultar na nulidade do processo.

Relatora da matéria no plenário, a deputada Marussa Boldrin defende o equilíbrio entre fiscalização ambiental e garantia de direitos. Segundo ela, o objetivo é assegurar que as ações de controle sejam baseadas em critérios técnicos e respeitem o devido processo legal, sem comprometer a proteção ambiental.

Na prática, o projeto tenta reduzir o risco de penalizações indevidas e trazer maior previsibilidade ao produtor rural, especialmente em um cenário de crescente uso de tecnologias digitais no monitoramento de áreas produtivas.

Apresentado em 2025, o PL já teve regime de urgência aprovado em 2026 e aguarda inclusão na pauta de votação do plenário. Para se tornar lei, ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Comentários
José Corrêa Villela
Até concordaria com a fiscalização por satélite se ela valesse para todos. Minha região se tornou uma enorme plantação de cana-de-açúcar. Eles arrancam árvores, enterram, envenenam o ar com aviões e drones, dizem que faz reflorestamento, mas ninguém vê esse reflorestamento. Vai um pequeno produtor cortar uma árvore. Não demora e a fiscalização tá em cima. A lei não deveria valer prá todos?

RESPOSTAS AO COMENTÁRIO:
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Editor RuralNews
Olá, José. Aviões e drones fazem parte da agricultura moderna. Com certeza, a lei deve valer para todos. Cabe a nós denunciarmos e fazermos nossa parte para que a situação mude. Obrigado pelo comentário!

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