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Frango sobe 6,6% e ganha competitividade frente ao boi

Alta do frango melhora competitividade frente ao boi, mas proteína perde espaço em relação à carne suína

Frango sobe 6,6% e ganha competitividade frente ao boi
Alta de 6,6% no mês eleva competitividade da carne de frango, impulsionada por fretes e aumento da demanda
Foto do autor Jair Reinaldo
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Com alta de 6,6% na primeira quinzena de abril, o preço do frango resfriado na Grande São Paulo atingiu média de R$ 7,18/kg e alcançou o maior nível de competitividade frente à carne bovina desde 2022, segundo dados do Cepea.

O avanço das cotações ocorre em um cenário de movimentos distintos entre as principais proteínas. Enquanto a carne bovina também registra valorização, a suína segue em forte queda, o que altera a dinâmica de substituição no consumo.

Na prática, o encarecimento do boi amplia a atratividade do frango para o consumidor, favorecendo a demanda pela proteína avícola. Esse movimento tende a sustentar os preços no curto prazo e pode beneficiar produtores integrados e independentes, especialmente em regiões com forte presença da atividade, como o Paraná.

Fretes mais caros e demanda aquecida

De acordo com pesquisadores do Cepea, a alta do frango está diretamente ligada ao aumento nos custos de frete. O conflito no Oriente Médio elevou os preços dos combustíveis em diversas regiões do país, impactando o transporte e pressionando as cotações.

Além disso, o período de pagamento de salários contribuiu para um aumento pontual da demanda, reforçando o consumo interno e dando suporte à valorização da proteína.

Perda de competitividade frente ao suíno

Apesar do bom desempenho em relação à carne bovina, o frango vive o pior momento competitivo frente à carne suína desde 2022. A queda acentuada nos preços do suíno torna essa proteína mais acessível ao consumidor, o que pode limitar o avanço do frango nas gôndolas.

Para o produtor, o cenário é misto: há sustentação de preços no curto prazo, mas o comportamento da carne suína e dos custos logísticos seguirá sendo determinante para a rentabilidade nos próximos meses.

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