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Milho sobe em Chicago, mas gripe aviária no Brasil gera cautela no mercado

Clima favorável nos EUA e América do Sul pressiona os preços, enquanto surto de gripe aviária no RS preocupa o setor

Milho sobe em Chicago, mas gripe aviária no Brasil gera cautela no mercado
Gripe aviária no RS levanta dúvidas sobre o impacto no consumo e nos preços do milho no Brasil. Foto: Canva
Foto do autor Francieli Galo
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Os contratos negociados com milho na CBOT operam, na manhã desta segunda-feira, com ganhos de 3 a 4 pontos, a U$ 4,48 para julho. Na sexta-feira anterior, houve alta de 5 pontos no primeiro vencimento. Na semana, os preços ficaram praticamente estáveis, mas, ao longo de maio, a queda já ultrapassa 5%.

Segundo a Granoeste Corretora, as perdas recentes são atribuídas ao bom ritmo do plantio e ao desenvolvimento favorável das lavouras nos Estados Unidos, com clima adequado. Na América do Sul, o clima também segue positivo, com boas avaliações para a colheita.

Na BMF, a posição julho opera em R$ 62,20 (ante R$ 62,05 do fechamento anterior) e setembro em R$ 63,85 (anterior, R$ 64,00).

Na última sexta-feira, foi confirmado um caso de gripe aviária no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. Segundo a Granoeste Corretora, esse era o temor do setor, apesar dos rígidos sistemas de controle. Em resposta, China, União Europeia e outros países suspenderam as importações de frango brasileiro. Alguns restringiram apenas os embarques provenientes do RS, e já existem suspeitas de possíveis infecções em outros estados.

O mercado agora acompanha com atenção a evolução dos preços do milho diante da chegada da gripe aviária no Brasil, avaliando qual será a dimensão do problema e o potencial impacto sobre o consumo do cereal.

No oeste do Paraná, as indicações de compra para lotes prontos estão na faixa de R$ 65,00 a R$ 67,00 – dependendo do prazo de pagamento e da localização do lote.

No câmbio, o dólar opera em R$ 5,69 nesta manhã. Na última sessão, a cotação de fechamento foi de R$ 5,668.

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