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CNA alerta para mudanças fiscais no setor sucroenergético

Debate no Cana Summit 2026 destaca desafios e oportunidades da nova regra tributária

CNA alerta para mudanças fiscais no setor sucroenergético
Especialistas discutem impactos da Reforma Tributária para produtores de cana em evento do setor
Foto do autor Jair Reinaldo
Publicado em:

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil destacou os principais impactos da Reforma Tributária para os produtores de cana-de-açúcar durante participação no Cana Summit 2026, realizado em Ribeirão Preto. O tema ganhou espaço na programação do evento, que reuniu lideranças e especialistas para discutir os rumos do setor sucroenergético.

Promovido pela Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil, o encontro serviu como palco para debates sobre os desafios e as oportunidades trazidos pelas mudanças no sistema tributário. Durante um dos painéis, o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, chamou atenção para a necessidade de preparo por parte dos produtores, especialmente diante do período de transição.

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Segundo ele, embora a implementação da reforma esteja prevista para começar em 2026, a cobrança efetiva dos novos tributos ocorrerá a partir de 2027. Esse intervalo, de acordo com o especialista, deve ser aproveitado para adequações operacionais, incluindo mudanças no sistema de emissão de notas fiscais eletrônicas e na gestão tributária das propriedades.

Conchon também ressaltou que o setor agropecuário obteve avanços importantes ao longo da tramitação da reforma, resultado da atuação conjunta de entidades representativas. Entre os pontos positivos, estão a redução da carga tributária, o tratamento diferenciado para os biocombustíveis em relação aos combustíveis fósseis e a possibilidade de transferência de créditos tributários.

Apesar disso, ele destacou que a reforma representa uma mudança estrutural na forma como o produtor rural lida com impostos. Com a substituição de tributos como o ICMS, o modelo atual dará lugar a um sistema considerado mais moderno, porém diferente do que é praticado hoje, exigindo adaptação e maior planejamento por parte dos agentes do setor.

O debate reforçou que, embora traga oportunidades, a nova estrutura tributária exigirá atenção redobrada dos produtores de cana, especialmente no período de transição, para garantir competitividade e eficiência diante das novas regras.

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